MATO GROSSO
Inscrições para o Pré-Enem Digit@l MT continuam abertas até esta sexta-feira (15)
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O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, avalia que o curso aumenta a chance de o estudante alcançar boas notas nas provas e, principalmente, na redação. Ele salienta que cada inscrito receberá um kit de material de estudo com 12 livros e quatro cadernos contendo exercícios simulados. Para isso, já foram investidos R$13,9 milhões na aquisição do material, além de R$1,6 milhão para o fornecimento de lanche nos aulões e aulas presenciais.
Segundo o secretário, o material didático que será entregue é suficiente para que o estudante se saia bem nas provas, visando auxiliá-lo tanto em sala de aula quanto no estudo complementar em casa. “As nossas apostilas e os materiais de apoio contribuem para a organização de um plano de estudos e, consequentemente, no desenvolvimento de uma série de competências e habilidades, como autonomia, pensamento crítico e raciocínio lógico”.
Ele cita o resultado obtido pelos estudantes da Escola Estadual Dione Augusta, em Cuiabá, como exemplo de sucesso do Pré-Enem Digit@l MT em 2023. “Apenas nesta escola, onde dezenas de estudantes participaram do Pré-Enem, 40 deles ingressaram em universidades, tanto por meio do Exame Nacional do Ensino Médio, quanto do Programa Universidade Para Todos”.
As aulas inaugurais nos 14 polos sob jurisdição das Diretorias Regionais de Educação (DREs) estão agendadas para ocorrer de 23 a 27 de março, e o Pré-Enem Digit@l MT seguirá até 9 de novembro, com aulões presenciais, aulas online, aulas de Redação Nota 1000, simulados e uma aula especial intercalando as provas do Enem, que serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro.
Com o resultado da nota do Enem, os estudantes têm a oportunidade de concorrer a vagas em universidades públicas e privadas em todo o Brasil, destacando a importância de uma preparação adequada para o exame.
Professores
O quadro de profissionais que irão atuar nos nove meses de aulas do Pré-Enem Digit@l MT deste ano está em fase de conclusão. A lista com a seleção preliminar dos 40 coordenadores e 61 professores selecionados está disponível no site da Seduc, na aba do Portal PAS. A convocação dos candidatos classificados será feita pelas DREs seguindo a ordem de pontuação no seletivo. O resultado final será divulgado no dia 18 de março.
O Pré-Enem Digit@l MT faz parte da Política ‘Projetos Pedagógicos Integrados’, uma das 30 políticas educacionais que compõem o Plano EducAção 10 Anos, que visa colocar a rede estadual entre as cinco redes mais bem avaliadas no país até 2032.
Fonte: Governo MT – MT
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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento
“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.
Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.
O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.
Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.
O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.
A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.
É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.
A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.
Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.
Sobre a Dra. Fabiana Bersch
Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.
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