MATO GROSSO
População de MT pode contribuir com elaboração do orçamento estadual até 1º de abril
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Pela primeira vez, além das opções de políticas públicas de cada área de Governo, o PLDO traz temas transversais que visam a garantia de direitos públicos específicos implementados por meio das secretarias estaduais. Dentre os temas estão políticas para mulheres, de atenção à pessoa idosa e às pessoas com deficiência, para comunidades tradicionais e quilombolas, para promoção de direitos na infância e na adolescência, entre outros.
Para contribuir com consulta pública, é necessário acessar e preencher o formulário disponível no site da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz MT). Podem participar do processo toda a população do estado, como servidores públicos, estudantes, cidadão comum, servidores da iniciativa privada e representantes de órgãos colegiados, entidade ou associação civil.
“A consulta é um processo democrático no qual o cidadão tem a oportunidade de contribuir, com suas ideias e sugestões, nas políticas públicas e na destinação dos recursos do estado. Por isso, é muito importante a participação de toda sociedade, principalmente das entidades de classe”, afirmou o secretário adjunto do Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano.
Ao responder as perguntas, a pessoa vai escolher as políticas públicas de cada área que julgue ser prioridade para o desenvolvimento e aprimoramento da gestão pública do Estado em 2025, além de opinar sobre os demais temas transversais.
A LDO é um dos pilares fundamentais da gestão financeira do estado e a realização de consultas e audiências públicas na elaboração do seu projeto visa promover uma gestão mais transparente e participativa dos recursos públicos. O documento é elaborado anualmente, precedendo a elaboração da LOA, e serve como um guia estratégico para a gestão do Estado. Por meio dela, são estabelecidas metas e prioridades que orientam a alocação de recursos e a execução das políticas públicas ao longo do exercício financeiro.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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