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“Obra prometida há décadas e que agora é realizada”, afirma prefeito sobre Congódromo construído pelo Governo de MT

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A construção do Congódromo em Vila Bela da Santíssima Trindade pelo Governo de Mato Grosso demonstra a valorização de uma das mais tradicionais manifestações culturais e religiosas do Estado, que é o Congo –  expressão artística que reúne dança, cenografia, coreografia e devoção a São Benedito. A afirmação é do prefeito do município, Jacob André Bringsken. 

“É uma instituição que vai dar qualidade às manifestações culturais do nosso povo. Nós queremos agradecer ao governador Mauro Mendes e ao vice-governador por terem entendido a necessidade disso. É uma obra que foi prometida há décadas e agora está sendo realizada”, declarou.
Obra do congódromo começou no ano passado – Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

O investimento do Governo do Estado na obra do espaço que funcionará como Centro Multiuso para a realização de outras atividades artísticas é de R$ 8,5 milhões. 
Prefeito de Vila Bela destaca o crescimento do turismo no município – Foto: Secom-MT

Segundo o prefeito, o turismo está crescendo no município, com o apoio do Estado.

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“Vila Bela tem grandes riquezas naturais e o Governo vem investindo aqui, em infraestrutura, divulgação, no apoio à gestão, e isso já mostra resultados concretos, porque nos últimos três anos o fluxo de turistas aumentou astronomicamente, a ponto de o Ministério do Turismo classificar o cânion como ponto mais visitado de Mato Grosso”, explicou o prefeito.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o congódromo vai desempenhar um papel importante no turismo cultural da região, atraindo visitantes interessados em conhecer e vivenciar de perto essa manifestação cultural única. 

“Será um espaço fundamental para a preservação, promoção e valorização da cultura quilombola na região, além de desempenhar um papel importante no fortalecimento da identidade cultural e na promoção do turismo cultural”, pontuou.

Vila Bela foi a primeira capital de Mato Grosso e é rica em história e belezas naturais. 

“É uma cidade histórica que tem grandes apresentações culturais e o Congódromo vem para abarcar toda essa festividade que acontece aqui no estado e também no município com as apresentações do Chorado, do Congo, do Choradinho”, afirmou o secretário adjunto de Turismo da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Felipe Wellaton.

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A obra do Congódromo começou no ano passado e já está com mais de 12% de execução. A previsão de conclusão é 2025.
Imagem do projeto do Centro Multiuso que está sendo construído em Vila Bela

Assista abaixo a reportagem de Angelina Miquelleto

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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