MATO GROSSO
Estudantes podem se inscrever no Festival Estudantil Temático de Trânsito até 25 de maio
MATO GROSSO
A expectativa dos organizadores é superar a última edição do Fetran, que apresentou mais de 100 espetáculos em dez cidades-polo, levando para os palcos mais de 3 mil estudantes e uma plateia de 15 mil pessoas.
Nesta edição, os participantes serão divididos em quatro categorias, sendo a infantil (1° ao 6° ano), infanto juvenil (7° ao 9° ano), juvenil (ensino médio profissionalizante e EJA), além de estudantes da Educação Especial. As inscrições estão ocorrendo no mês em que são realizadas campanhas de conscientização para acidentes de trânsitos, o Maio Amarelo.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o Fetran sensibiliza, por meio da arte, crianças e adolescentes quanto à necessidade de se conhecer as normas e leis que regem o trânsito, auxiliando-os em sua formação enquanto futuros condutores. “Além disso, contribui para estabelecer o bom convívio social e ainda fomentar a produção cultural e artística no ambiente escolar”, observou.
Conforme o secretário, o evento também reforça o compromisso de transformar atitudes e salvar vidas, além de promover a inclusão entre os estudantes. “Em todas as edições foi grande a participação de estudantes de escolas que atendem o público-alvo da educação especial”, completou o secretário.
Para o coordenador do projeto na PRF, inspetor Enéias Cavalcante da Silva, o Fetran apresenta diversos impactos positivos na sociedade, como a redução de acidentes.
“Os estudantes também têm a oportunidade de desenvolver habilidades de comunicação, trabalho em equipe, criatividade e outras competências associadas à produção teatral, bem como para sua vida”, disse.
Na avaliação do inspetor, é perceptível em alguns municípios onde outras edições do festival aconteceram, que houve uma mudança significativa no comportamento dos usuários das vias, a exemplo o uso do capacete pelos motociclistas.
“O Fetran é um projeto educacional voltado para a conscientização sobre questões relacionadas ao trânsito, então, os temas a serem abordados são sugeridos com base nos assuntos elencados no Código de Trânsito Brasileiro”, ressaltou.
Etapas do Fetran 2024
O Fetran 2024 terá seis etapas, sendo cinco regionais e uma estadual. Os vencedores de cada uma das etapas regionais terão a oportunidade de competir na etapa estadual, que será realizada em Cuiabá, no Cine Teatro Cuiabá. Os vencedores ganharão troféus, medalhas e produtos eletrônicos.
Confira o cronograma:
Etapa Aricá Mirim: Campo Verde – 3 de junho a 7 de junho
Etapa Araguaia: Primavera do Leste – 17 de junho a 21 de junho
Etapa Guaporé: Campo Novo do Parecis – 12 de agosto a 16 de agosto
Etapa Várzea Grande: Várzea Grande – 26 de agosto a 30 de agosto
Etapa Teles Pires: Sorriso – 9 de setembro a 13 de setembro
Etapa Estadual: Cuiabá – 23 de setembro a 26 de setembro
Fetran
O festival foi criado pela PRF, em Mato Grosso, no ano de 2004, e já se expandiu para mais de dez estados. Além do apoio da Seduc, também conta com apoio do Departamento Estadual de Transito (Detran-MT).
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
-
MATO GROSSO2 dias atrásLeitura e faturamento de energia são temas de capacitação para conselheiros do CONCEEL-EMT
-
MATO GROSSO2 dias atrásConselheiros de Mato Grosso participam de debate sobre nova era do mercado de energia
-
MATO GROSSO2 dias atrásGrupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões