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Gato-palheiro resgatado em MT passa a viver em zoológico de SP para reprodução da espécie

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O animal silvestre terá a companhia de uma fêmea da mesma espécie

Um gato-palheiro, resgatado em Sorriso há dois anos, foi levado para o Zoológico de Sorocaba por intermédio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e está tendo uma boa adaptação no local. O felino considerado ameaçado de extinção ficará na companhia de uma fêmea da mesma espécie, para fins de reprodução.

Lion, como é chamado, chegou à nova moradia em meados de abril e passa pelo processo de aclimatação na qual envolve reconhecer o habitat, caça e escaladas, para expressar suas habilidades naturais em um ambiente seguro. Depois disso é que vai se juntar à fêmea.

Ele foi encontrado em 2022 ainda filhote e sem a mãe, no interior, com poucas chances de sobrevivência. O animal silvestre foi resgatado pela Sema e transportado para Cuiabá, onde foi mantido supervisionado por uma cuidadora.

O transporte para o Zoológico de Sorocaba foi feito pela Latam de forma gratuita pelo programa Avião Solidário, que tem como um dos objetivos a preservação da fauna.

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A destinação atende às recomendações do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Pequenos Felinos, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB). O foco do programa é a reprodução da espécie para manutenção da variabilidade genética e demográfica da população da espécie, sob cuidados humanos.

Foto: Zoológico de Sorocaba e Sema/MT

Espécie vulnerável

A médica veterinária Danny Moraes, analista de meio ambiente da Sema, explicou que o Leopardus braccatus (nome científico do gato palheiro) é uma espécie considerada como vulnerável na lista oficial das espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção do Ministério do Meio Ambiente, pois tem sofrido decréscimo populacional e perda de habitat. Ele tem hábitos crepusculares e noturnos e se alimentando de pequenos mamíferos e de aves terrestres.

Danny afirmou que, quando Lion foi encontrado ainda filhote e sem o amparo natural da mãe, ficou sob cuidados intensivos, mas passada a fase crítica a Sema contatou o CENAP/ICMBio, que em parceria com a AZAB auxilia nas destinações de espécies-alvo para conservação.

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“Desta forma o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) nos orientou a destiná-lo ao Zoológico de Sorocaba, junto a outros animais da sua espécie, com o intuito de promover o revigoramento genético”.

Foto: Danny Moraes Sema-MT

A Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros, através de sua Gerência de Fauna, têm como missão a salvaguarda dos animais silvestres, otimizando dispositivos de conservação ambiental tanto in situ (vida livre) quanto ex situ (cativeiro ou outros tipos de empreendimentos).

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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