MATO GROSSO
Conselheiro traça diagnóstico da vulnerabilidade social na Região Oeste durante Tribunais em Ação
MATO GROSSO
O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Guilherme Antonio Maluf, traçou um diagnóstico da Assistência Social dos 22 municípios abrangidos pelo Programa Tribunais em Ação, realizado em Cáceres.
“Nós fizemos um diagnóstico da vulnerabilidade da população e apresentamos aqui. Também mostramos um panorama daqueles municípios que estão acompanhando as recomendações do Tribunal de Contas e se prepararam para propor políticas públicas na área da Assistência Social”, declarou o conselheiro, que liderou a oficina voltada para Saúde e Assistência Social.
Com o tema “O olhar do TCE-MT na proteção social dos municípios da Região Sudoeste de Mato Grosso”, Maluf ressaltou a importância da eficácia das políticas públicas para a boa aplicação dos recursos públicos. “Políticas públicas ineficazes consomem muito mais dinheiro do que corrupção. Então, nós precisamos fazer sim controle de políticas públicas, orientar os gestores para que a sociedade tenha o seu plano. As demandas só aumentam e os orçamentos só congelam, é preciso aplicar bem os recursos públicos para que a população tenha, efetivamente, ganho social.”
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| O conselheiro ministrou palestra com o tema “O olhar do TCE-MT na proteção social dos municípios da Região Sudoeste de Mato Grosso”. |
Na ocasião, o conselheiro também salientou o caráter orientativo do Tribunal de Contas, para além do punitivo. “Já tem alguns anos que o Tribunal de Contas de Mato Grosso vem se aproximando da sociedade, do jurisdicionado, que são os gestores, e não há forma melhor de se aproximar do que estar presente onde as pessoas moram, que é dentro dos municípios e não no quarteirão que existe lá no CPA. Estando presente junto aos municípios, nós conseguimos sentir melhor o anseio da sociedade. E, desta forma, podemos desenvolver melhor nosso trabalho.”
Abordando outra área sensível na sequência, o juiz de Direito e membro do Comitê Estadual de Saúde do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior, falou sobre o impacto da judicialização da saúde no âmbito municipal e alternativas para o enfrentamento.
“Nós temos hoje duas grandes ações em tramitação no Supremo Tribunal Federal para definição das competências: o que seria a responsabilidade do município, do Estado e da União e de que forma que esse impacto tem sido no âmbito municipal, especialmente, nas contas públicas. Isso porque, de certa forma, existe um regime ainda de solidariedade mesmo que regrada nesse sentido. Então, a ideia é, a partir daí, a gente fazer uma proposição no sentido de uma mudança de foco do que temos hoje”, salientou.
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| Juiz de Direito e membro do Comitê Estadual de Saúde do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior. |
Segundo ele, no cenário atual, a saúde pública ainda é tratada de forma individualizada. “Eu penso que a saúde pública tem que ser tratada em uma perspectiva de um direito coletivo, que atinja a todos nós de forma indistinta.”
Prestigiando a oficina, o desembargador José Luiz Leite Lindote destacou a importância do Programa. “O Tribunal de Justiça sente-se gratificado de poder participar dessa iniciativa do Tribunal de Contas, para trazer mais conhecimento, mais informações sobre saúde, previdência, condições de vida, níveis de gestão, em palestras que vêm trazendo orientação ao gestor no sentido de prevenção, de poder aplicar melhor os recursos públicos que são escassos.”
O secretário municipal de Saúde de Comodoro, Fábio Henrique Carraro, também falou sobre a relevância da ação. “É muito importante a aproximação dos órgãos de controle com as administrações municipais. Nós lutamos todos os dias lá, no meu caso, no caso da Saúde, para tornar a Saúde ideal no SUS real e algumas vezes isso é possível, outras nem tanto, e os órgãos de controle estão aí para nos apontar o caminho, nos direcionar.”
Tribunais em Ação
Realizado pelo TCE-MT e pelo TJMT, o Tribunais em Ação propõe a formação técnica a prefeitos, vereadores e servidores públicos de diversos setores por meio de uma série de palestras e oficinas que se estendem até a quinta-feira (23). Além disso, ao longo dos dois dias haverá o compartilhamento de informações e produtos dos tribunais que possuem relação direta com a atuação dos jurisdicionados.
Esta segunda edição do programa conta com mais de 800 inscritos dos municípios de Cáceres, Araputanga, Campos de Júlio, Comodoro, Conquista D’Oeste, Curvelândia, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nova Lacerda, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu, São José dos Quatro Marcos, Sapezal, Vale de São Domingos e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Vale destacar que o Programa conta com a parceria da Prefeitura e da Câmara Municipal de Cáceres, da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT).
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
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MATO GROSSO
Dia Internacional da Cerveja: conheça o que diferencia estilos como Pilsen, IPA, Weiss e Ultra
Celebrado na primeira sexta-feira de agosto, o Dia Internacional da Cerveja é uma oportunidade não só para brindar, mas também para conhecer mais sobre a história e características de uma das bebidas mais apreciadas do mundo. Muito além da preferência por uma marca, o universo cervejeiro reúne diferentes famílias, estilos, processos de produção e características sensoriais que influenciam diretamente a experiência de consumo.
O interesse do brasileiro pelo universo cervejeiro cresceu nos últimos anos, impulsionando a busca por informações sobre diferentes estilos e formas de consumo. Embora nomes como Pilsen, Lager, IPA, Weiss e Ultra façam parte do vocabulário de muitos brasileiros, ainda há dúvidas sobre o que realmente diferencia cada um deles. Fermentação, intensidade dos aromas, corpo, amargor e até origem dos estilos ajudam a explicar por que cada cerveja oferece uma experiência diferente.
“Hoje o brasileiro quer conhecer mais sobre aquilo que consome. Entender por que uma cerveja tem determinado aroma, o que muda entre uma Pilsen e uma IPA ou descobrir como a fermentação influencia o resultado final e torna a experiência muito mais interessante. Não existe um estilo melhor que outro, sempre tem aquele que combina mais com o gosto do consumidor e com cada ocasião”, comenta Ana Paula Nicolino, especialista em análise sensorial do Grupo Petrópolis.
Lager, Ale… afinal, qual é a diferença?
Antes de conhecer os principais estilos, vale entender que grande parte das cervejas comerciais são classificadas em duas grandes famílias: Lager e Ale.
A principal diferença entre elas está na fermentação. As cervejas Lager utilizam leveduras que trabalham em temperaturas mais baixas, em um processo conhecido como baixa fermentação, que resulta em bebidas normalmente mais leves, refrescantes e de sabor equilibrado.
Já as cervejas Ale utilizam o processo de alta fermentação, realizada em temperaturas mais elevadas. Esse processo favorece a formação de aromas mais intensos e perfis sensoriais mais complexos.
Dentro dessas famílias surgem os diversos estilos conhecidos pelo consumidor, como Pilsen, IPA e Weiss.
American Lager: o estilo que muitos brasileiros chamam de Pilsen
No Brasil, é comum que cervejas do estilo American Lager sejam chamadas popularmente de “Pilsen”. Apesar da associação, os dois estilos não são exatamente iguais. A American Lager tornou-se o estilo mais consumido no mundo, representando mais de 90% de toda a produção global de cerveja.
Sua principal característica é o equilíbrio entre refrescância, leve amargor e notas suaves de malte, tornando-a extremamente versátil. Por apresentar um perfil leve, costuma acompanhar bem pizzas, hambúrgueres, sanduíches, petiscos, carnes brancas e frutos do mar, sem se sobrepor aos sabores dos alimentos.
A verdadeira Pilsen (em português, Pils em alemão) tem sua origem na República Tcheca no século XIX. Reconhecida pela alta lupulagem, que lhe confere um amargor acentuado, a cerveja pilsen ganhou notoriedade por ser, à época, uma cerveja clara.
Puro Malte: mais destaque para o malte
Embora “Puro Malte” não seja um estilo de cerveja, mas uma classificação relacionada aos ingredientes utilizados na produção, o termo se tornou bastante conhecido entre os consumidores brasileiros.
Produzidas exclusivamente com malte de cevada, água, lúpulo e levedura, as cervejas Puro Malte costumam apresentar maior percepção do sabor do malte, corpo equilibrado e aromas mais evidentes.
São opções versáteis para diferentes ocasiões de consumo e costumam acompanhar carnes grelhadas, massas e queijos leves.
IPA: personalidade marcada pelo lúpulo
Um dos estilos que mais cresceram em popularidade nos últimos anos é a India Pale Ale (IPA), pertencente à família Ale. Segundo O Guia Oxford da Cerveja, de Garrett Oliver, ela surgiu por problemas logísticos no século 19. Os colonizadores britânicos tinham as cervejas estragadas ao longo de suas viagens à Índia, então encontraram a solução de colocar uma concentração maior de lúpulo, que age como conservante natural e dá mais amargor, e de álcool, para que a bebida suportasse as longas viagens marítimas sem perder qualidade.
Seu diferencial está na maior presença do lúpulo, ingrediente responsável por aromas cítricos, florais e frutados, além de um amargor mais pronunciado quando comparado às Lagers tradicionais.
Consumidores que apreciam sabores mais intensos costumam encontrar na IPA uma excelente opção para momentos de degustação ou refeições de sabor marcante, como hambúrgueres artesanais e carnes grelhadas.
Weiss: tradição das cervejas de trigo
Outro representante da família Ale é a Weissbier, tradicional cerveja de trigo originária da Alemanha.
Elaborada com significativa proporção de trigo em sua composição, ela apresenta espuma abundante, textura cremosa e aromas que remetem a banana e cravo, características aromáticas produzidas durante a fermentação e sem adição desses ingredientes.
Por seu perfil delicado e refrescante, combina especialmente com peixes, frutos do mar, saladas e carnes brancas.
Ultra: leveza para diferentes momentos
As cervejas da categoria Ultra ganharam espaço no mercado ao atender consumidores que procuram bebidas mais leves, sem abrir mão da qualidade e do sabor. Em geral, as cervejas Ultra se apresentam com menor teor alcóolico e menos calorias, acompanhando uma tendência mundial de diversificação das opções disponíveis e alinhadas ao movimento de busca por escolhas mais leves.
O Grupo Petrópolis passou a atuar nesse segmento com o lançamento da Petra Ultra, cerveja puro malte, apenas 67 calorias na lata de 269 ml. Desenvolvida para acompanhar as novas preferências do consumidor brasileiro, ela combina leveza, refrescância e sabor, mantendo as características esperadas de uma cerveja premium.
Seu perfil harmoniza naturalmente com saladas, peixes, grelhados e carnes brancas.
Zero álcool: novas possibilidades para apreciar uma boa cerveja
Nos últimos anos, a categoria de cervejas zero álcool deixou de atender apenas consumidores com restrições ao consumo de bebidas alcoólicas e passou a conquistar espaço entre pessoas que desejam ampliar as ocasiões de consumo, seja antes de dirigir, na prática de atividades físicas ou em encontros sociais. Olhando para os números do mercado, as cervejas zero cresceram cerca de 13% em volume em 2025 no Brasil.
A evolução tecnológica permitiu que as cervejas sem álcool mantivessem aromas, corpo e sabor cada vez mais próximos das versões alcóolicas tradicionais, tornando essa categoria uma das que mais evoluíram no mercado cervejeiro.
Entre os lançamentos mais recentes, encontramos a Black Princess Zero, uma cerveja puro malte, 0% álcool e sem glúten, desenvolvida para proporcionar uma experiência sensorial semelhante à da versão original da família Lager.
Independentemente do estilo, conhecer as características de cada cerveja ajuda o consumidor a descobrir novas combinações de sabores e aproveitar diferentes ocasiões de consumo. No Dia Internacional da Cerveja, a principal dica dos especialistas é experimentar novos estilos e descobrir aquele que melhor combina com o seu paladar.
SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks by Itaipava, Crystal Ice, Cabaré Ice e Blue Spirit Ice; os energéticos TNT Energy e Magneto; os refrigerantes It!, Tik Tok e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 140 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
Para mais informações:
Néctar Comunicação Corporativa – grupopetropolis@nectarc.com.br
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