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Dois residenciais do SER Família Habitação são concluídos antes da data prevista

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Os residenciais Reserva Novo Mundo 1 e Novo Sol 2, localizados em Várzea Grande, foram concluídos antes do prazo previsto, o que irá agilizar a entrega da casa própria para 75 famílias. Esses empreendimentos fazem parte do programa SER Família Habitação, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e operacionalizado pela MT Participações e Projetos S/A (MT Par).

O programa oferece subsídios de até R$ 20 mil para a entrada do imóvel, através da modalidade Entrada Facilitada.

As obras do Novo Mundo 1 tinham previsão de término para janeiro de 2025, enquanto as do Novo Sol 2 estavam programadas para setembro deste ano. A agilidade na construção está associada tanto aos eficientes processos de operacionalização do programa quanto às tecnologias avançadas utilizadas, que garantem edificações de qualidade em um tempo reduzido. A data de entrega ainda será definida.

Virginia Mendes, primeira-dama de Mato Grosso, expressou otimismo com a entrega antecipada das residências e destacou a eficiência do programa. “Esta é uma notícia que chega em um momento muito oportuno. Quem espera por uma casa própria já passou por muita ansiedade e frustrações. Estou muito feliz com essa notícia, pois este também é meu sonho. Este resultado é fruto de um trabalho que valoriza a transparência e a eficiência, algo que o Governo do Estado tem exigido. Graças ao compromisso, as empresas contratadas têm cumprido suas etapas com responsabilidade”, afirmou.

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Imagem aérea do resindecial Novo Sol 2, em Várzea Grande. Empreendimento foi entregue antes do prazo estipulado em contrato. Foto: Marcos Guimarães/MT-PAR
Os residenciais são compostos por casas de aproximadamente 50 metros quadrados.

Ademar de Jesus, que trabalha como gari da Prefeitura de Várzea Grande, será um dos novos moradores do Residencial Reserva Novo Mundo 1. “Sem a ajuda do Governo nós não conseguiríamos ter esta casa. Combinando os benefícios do governo federal e o uso do FGTS, conseguimos ainda um abatimento nas parcelas, que ficaram em R$ 480”, declarou.

O programa

O Governo de Mato Grosso está com 15 residenciais, entre casas e apartamentos, disponíveis para aquisição em Cuiabá e Várzea Grande no Sistema de Habitação de Mato Grosso (Sihab-MT). O presidente da MT PAR, Wener Santos, explica que as unidades vão atender famílias que vivem de aluguel e que não conseguem financiar a casa porque não conseguem juntar os 20% do valor do imóvel, exigido pelos agentes financeiros como entrada.

“São pessoas que pagam com tranquilidade uma parcela justa, que normalmente equivale ao valor do aluguel, porém as demandas diárias da família inviabilidade poupar o suficiente para dar a entrada. E, agora, com o Estado em pujante crescimento, estamos enfrentando uma explosão imobiliária que aumenta o valor dos imóveis, dos aluguéis e torna ainda mais difícil aquisição de um imóvel pelas famílias com uma renda mais restrita”, contextualiza Santos.

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Conforme o presidente, a redução de prazos de entrega não será uma exclusividade dos empreendimentos Reserva Novo Mundo e Novo Sol 2. “Nosso modelo de trabalho está alinhado com o que o governador Mauro Mendes espera de nossa equipe: eficiência, bom uso do dinheiro público e entrega de resultados à população”.

As pessoas interessadas em acessar os benefícios do programa podem acessar a página da MT PAR.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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