MATO GROSSO
“Esse é um governo municipalista, que olha a população que está aqui e em todo Mato Grosso”, afirma prefeita de Aripuanã
MATO GROSSO
A prefeita de Aripuanã, Seluir Peixer, destacou a ação do Estado. “Esse é um governo municipalista. Ele não olha o número de eleitores que estão aqui, ele olha há quanto tempo essa população está aqui. Nós estamos aqui no Noroeste e precisamos muito da participação do Governo, que olha a população que está aqui e em todo Mato Grosso”, afirmou.![]()
O trecho asfaltado da MT-208 liga Aripuanã até o local conhecido como Passagem do Loreto, no entroncamento com a MT-418. O Estado investiu R$ 37,6 milhões nessa obra. Com isso, o município fundado em 1943 se aproxima de, finalmente, ter uma ligação por asfalto com o resto do Estado.
“O Noroeste já é uma região importante, que tem potencial de crescimento fenomenal. Agora, com a infraestrutura chegando, o asfalto, isso vai trazer mais qualidade de vida e progresso”, afirmou o governador Mauro Mendes.
Para garantir que Aripuanã tenha uma ligação por asfalto, o Governo do Estado está asfaltando as MTs-170/208/418, que até 2021 se chamavam BR-174 e eram administradas pelo Governo Federal. Serão 271,9 km de asfalto, 22 pontes de concreto e um investimento de R$ 600 milhões no trecho entre Colniza e Castanheira.
Duas pontes de concreto também foram inauguradas. Uma sobre o Rio Loreto, também chamado de Rio Natal, com 51 metros de extensão, e outra sobre o Rio Aripuanã, com 240 metros de extensão.
“Essa é mais uma entre tantas pontes que estamos fazendo. Uma ponte de 240 metros, que era uma ponte de madeira que, historicamente, deu muito problema, era preciso fazer manutenção quase todos os anos, por vezes interrupções, mas isso agora acabou”, disse o governador Mauro Mendes.
Antes de chegarem em Aripuanã, o governador e sua comitiva vistoriaram as obras de asfaltamento da MT-418, entre Colniza e a Passagem do Loreto. Até o momento, pouco mais de 100 dos 271,9 km da antiga BR-174 foram asfaltados, com previsão de o trecho ser finalizado no fim de 2025.
No município, o governador também inaugurou uma unidade descentralizada da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). Depois de Aripuanã, o governador segue para Juruena, onde irá vistoriar obras realizadas em parceria com a prefeitura.
Também estiveram presentes o senador Jayme Campos, o deputado federal Nelson Barbudo, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Nininho, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a secretária de Comunicação Laice Souza, o prefeito de Juína, Paulo Veronese, vereadores e autoridades da região.
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.