MATO GROSSO
“MT garante abastecimento de alimentos em 148 países”, afirma secretário na abertura de Fórum
MATO GROSSO
César Miranda abordou o impacto global de Mato Grosso para a segurança alimentar, mudança climática e economia mundial.
“Em 2023, Mato Grosso exportou 186 produtos para 148 países, o que movimentou 32,19 bilhões de dólares. Se o Estado deixasse de existir, mais de 100 países seriam desabastecidos”, disse.
Os cinco países que mais compram com o Estado são a China, Tailândia, Vietnã, Indonésia e Espanha.
Apenas da carne bovina, 453 mil toneladas foram produzidas e exportadas para 76 países.
De acordo com o Observatório de Dados Econômicos da Sedec, considerando uma refeição de 300 gramas de carne, 453 mil toneladas representam 1,5 bilhões de refeições de carne, ou seja, um prato de refeição de 19% da população mundial.
Já o algodão são exportados 1 milhão de toneladas, o que abastece a indústria têxtil do Brasil e do mundo. São 21 países abastecidos com o algodão mato-grossense. De etanol de milho, são 4,43 bilhões de litros, o que representa 73% da produção do país.
Mato Grosso teve o maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, de 2002 a 2021, com um aumento de 1116% PIB.
Além disso, o Estado vive o pleno emprego, com a menor taxa de desemprego sendo 3,7%, como aponta o Ministério do Trabalho.
Cerca de 200 pessoas estiveram presentes para assistir à apresentação dos dados econômicos do Estado.
“Somos o Estado com a melhor gestão fiscal, com o melhor modelo de adesão de incentivos fiscais, investimos 20% da nossa Receita Corrente Líquida. Aqui é o Brasil que deu certo. Nós somos necessários para o futuro. Estudos apontam que o mundo deve aumentar em 20% sua produção de alimentos para atender a população. Para contribuir o Brasil deve aumentar sua produção em 41%, sendo Mato Grosso um dos principais agentes, visto que é responsável por 31% dos grãos do país”, disse César Miranda.
A 5ª edição do Fórum das Cadeias Produtivas será realizado dos dias 12 a 19 de julho, com palestras voltadas para as tendências do mercado, novas tecnologias, melhora da produtividade, sustentabilidade, exportações, desafios e oportunidades no agronegócio.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”
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