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Educação e Tecnologia como Agentes de Transformação

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A interseção entre educação e tecnologia tem sido um dos temas mais discutidos nas últimas décadas, refletindo mudanças significativas na forma como aprendemos e ensinamos. A revolução tecnológica não apenas alterou a maneira como acessamos e processamos informações, mas também criou novas oportunidades para aprimorar a educação e torná-la mais inclusiva e personalizada.

Primeiramente, a tecnologia tem o potencial de democratizar o acesso ao conhecimento. Plataformas educacionais online, como Coursera e Khan Academy, oferecem cursos de alta qualidade que podem ser acessados por qualquer pessoa com uma conexão à internet. Isso permite que indivíduos em regiões remotas ou com menos recursos tenham acesso a um ensino que antes estava restrito a centros acadêmicos bem financiados.

Além disso, as ferramentas tecnológicas permitem um ensino mais personalizado e adaptativo. Softwares de aprendizado baseados em inteligência artificial podem identificar as necessidades e lacunas de conhecimento de cada aluno, ajustando o conteúdo e o ritmo das aulas para atender a essas necessidades específicas. Isso pode ajudar a reduzir as disparidades no aprendizado e oferecer uma experiência mais rica e eficaz para todos os alunos.

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No entanto, a integração da tecnologia na educação não está isenta de desafios. A desigualdade no acesso à tecnologia pode exacerbar as diferenças existentes entre estudantes de diferentes origens socioeconômicas.

Além disso, a dependência excessiva de ferramentas digitais pode levar a uma desconexão com habilidades essenciais, como o pensamento crítico e a resolução de problemas sem a ajuda da tecnologia.

Portanto, é crucial que o uso da tecnologia na educação seja equilibrado e complementado por métodos tradicionais de ensino. A formação contínua de professores para o uso eficaz de novas ferramentas, bem como a criação de políticas que garantam o acesso equitativo à tecnologia, são fundamentais para maximizar os benefícios dessa integração.

Em suma, quando usada de maneira estratégica e inclusiva, a tecnologia tem o poder de transformar a educação, tornando-a mais acessível, personalizada e eficiente

No entanto, para que essa transformação seja positiva e equitativa, é necessário um compromisso com a formação adequada e com a superação das desigualdades no acesso à tecnologia. Assim, educação e tecnologia, trabalhando juntas, podem se tornar verdadeiros agentes de transformação na construção de um futuro mais justo e esclarecido.

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Nadine Moreira é secretária-adjunta de Gestão Educacional da Seduc-MT

 

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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