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Itapema se destaca e atrai cada vez mais clientes de Mato Grosso

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Assim como os destinos preferidos no período de alta temporada em regiões do Nordeste, Itapema (SC), tem se tornado rota para clientes de Mato Grosso em busca de novas oportunidades de negócios e lazer no litoral. Além da localização, belezas naturais e infraestrutura de ponta, os empreendimentos apresentam como destaque comodidade, valorização, condições especiais para aquisição, oportunidade de investimento e qualidade de vida.

Especialistas do setor acreditam que as tendências de crescimento continuarão, impulsionadas pela estabilidade econômica regional e pelas perspectivas de desenvolvimento exponencial da cidade. Esse resultado tem refletido também no mercado de trabalho. Segundo os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, o número de empregos formais na construção civil em Itapema aumentou 91,6% de 2020 até junho deste ano, saltando de 5.050 para 9.679 empregados.

A cidade possui o segundo metro quadrado residencial mais valorizado do Brasil, de acordo com o Índice FipeZap.

“Acreditamos que as tendências positivas vão continuar, impulsionadas pela estabilidade econômica regional e pelas promissoras perspectivas de desenvolvimento contínuo. A cidade oferece opções que vão desde apartamentos de luxo, com vistas panorâmicas e acabamentos sofisticados, até alternativas mais acessíveis, que atendem àqueles que buscam um bom investimento sem comprometer o orçamento”, destacou Raquel Martins, especialista em investimentos imobiliários e corretora.

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Segundo dados da plataforma DWV, que reúne informações de imóveis de todo o Brasil, no primeiro semestre de 2024 Itapema registrou a venda de 2.201 unidades, o que representa o valor total de R$ 2,4 bilhões. A especialista cita ainda as vantagens de realizar investimentos como este. Entre elas:

Valorização Patrimonial, Potencial de Renda, Diversificação de Investimento, Segurança- devido a regulamentações ambientais rigorosas e à demanda contínua por propriedades à beira-mar, esses investimentos são geralmente considerados além de seguros, escassos por conta das poucas áreas beira-mar.

O momento de investir é agora, pois a taxa de juros alta reflete na demanda que fica mais reprimida.
Com isso os valores e a flexibilidade de pagamento se mantêm.

“Este é um momento favorável para a compra de imóveis, devido à previsão de queda na taxa de juros. Quando a taxa de juros diminui, mais pessoas compram, o que valoriza os imóveis. A demanda aumenta e, consequentemente, o valor dos imóveis também aumenta”, concluiu a especialista.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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