MATO GROSSO
MT terá a primeira indústria de refino de óleo vegetal de algodão
MATO GROSSO
Mato Grosso terá a primeira indústria de refino de óleo vegetal de algodão, cujo investimento será de R$ 261,4 milhões e deve gerar 156 empregos diretos e outros 600 indiretos. O Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat) aprovou incentivo fiscal para a Icofort Agroindustrial S/A, uma das maiores indústrias de extração de óleo vegetal do Brasil se instalar no Estado.
Por meio do enquadramento no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), a planta, que deve entrar em funcionamento em novembro de 2024 em Nova Mutum, terá desconto nas operações de ICMS dentro e fora do Estado. Além da Icofort Agroindustrial, outras indústrias do segmento poderão ter diferimento de ICMS na entrada do óleo bruto de algodão destinado a processo industrial de óleo vegetal para alimentação humana. A reunião do Condeprodemat ocorreu na sexta-feira (30.08).
“Com essa medida do Condeprodemat, esta indústria e as demais do mesmo segmento que vierem a se instalar no Estado, terão maior viabilidade em adquirir os insumos para a produção. O Estado também ganha com a geração de empregos diretos e indiretos, movimentando a economia e os setores de insumos agropecuários, reflorestamento, transporte, armazenamento, carga e descarga dos insumos e dos produtos acabados, além do comércio e o setor de serviços”, comentou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico em exercício, Eulália Oliveira.
Como Mato Grosso é o maior produtor de algodão do país, a empresa veio para o Estado para se consolidar como a maior refinadora de óleo vegetal de algodão do Brasil e a maior esmagadora de caroço de algodão da América Latina.
Para o secretário titular da Sedec, César Miranda, que está em missão internacional em Iowa, nos Estados Unidos, Mato Grosso só tem a ganhar com a vinda da fábrica da Icofort, que será a mais moderna da América do Sul e contará com tecnologia de maquinários oriundos da Alemanha, Índia Itália e Malásia.
“A empresa iniciou as tratativas para se instalar no Estado em 2021 e o início das obras da planta. O ambiente de negócios criado pela gestão Mauro Mendes com a desburocratização e a transparência, incentiva o setor privado a fazer investimentos no Estado, impactando no desenvolvimento do Estado”, destacou.
A nova unidade tem uma área total de 259.084,00 m2 e área construída de 102.413,24m2. Ela tem capacidade instalada para processar 198 mil toneladas de caroço de algodão por ano e refinar 108 mil toneladas de óleo bruto de algodão/ano. Todo o algodão utilizado na fábrica será oriundo dos cotonicultores mato-grossenses.
A Icofort Agroindustrial S/A começou as atividades em 1999, na Bahia. Ela industrializa óleos vegetais – de algodão e palma – de farelo e torta de algodão, de línter e de margarina. No Estado baiano, há três indústrias, sendo duas em Juazeiro e outra em Luiz Eduardo Magalhães.
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Sanidade, mercado e competitividade marcam Encontro Regional da Suinocultura no Show Safra
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) promoveu, durante a programação do Show Safra, em Lucas do Rio Verde, mais uma edição do Encontro Regional da Suinocultura, reunindo produtores, técnicos, pesquisadores e lideranças do setor para discutir temas estratégicos para o fortalecimento da atividade no estado.
O evento contou com palestras técnicas e análises de mercado, abordando desafios sanitários, eficiência produtiva e perspectivas econômicas para a suinocultura brasileira.
Entre os destaques da programação, a especialista Tatiane Fiuza apresentou a palestra “Salmonella: do campo à mesa”, reforçando a importância do controle sanitário ao longo de toda a cadeia produtiva. Segundo ela, a adoção de medidas preventivas desde a granja é fundamental para reduzir perdas econômicas e garantir a qualidade do alimento que chega ao consumidor.
“A cadeia precisa ser controlada desde o início da produção para minimizar riscos e garantir um alimento seguro. Além de impactar a produtividade, doenças como a salmonelose geram perdas econômicas importantes dentro da granja, afetando ganho de peso, conversão alimentar e aumentando a mortalidade”, destacou.
Outro tema relevante foi abordado pelo especialista Pedro Filsner, que tratou da importância do diagnóstico no controle do circovírus (PCV2) e de outras enfermidades que impactam o desempenho dos animais. Segundo ele, identificar precocemente os agentes sanitários permite decisões mais assertivas no manejo e contribui para reduzir prejuízos ao produtor.
“O circovírus causa perdas importantes, muitas vezes de forma silenciosa, impactando diretamente no ganho de peso diário e na conversão alimentar, que são indicadores fundamentais para a rentabilidade da atividade”, explicou.
A programação também trouxe uma análise econômica com o consultor Fernando Iglesias, que apresentou as tendências macroeconômicas para a suinocultura em 2026. De acordo com ele, apesar dos desafios relacionados aos custos de produção e ao cenário geopolítico, o setor deve manter um desempenho positivo, impulsionado principalmente pela diversificação dos mercados de exportação.
“A suinocultura brasileira tem ampliado sua presença internacional e hoje conta com uma base mais diversificada de compradores, o que fortalece o setor e reduz a dependência de poucos mercados”, avaliou.
O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, parabenizou a associação pelo nível técnico do evento e destacou que a suinocultura está diretamente ligada ao desenvolvimento do município.
“A suinocultura foi um dos primeiros passos do processo de diversificação da nossa economia. Ainda no início dos anos 90, vivíamos um forte crescimento da produção de milho e surgiu a necessidade de ampliar o consumo e agregar valor à essa produção. Foi a partir desse movimento que começamos a transformar proteína vegetal em proteína animal, criando oportunidades de renda, emprego e desenvolvimento. A suinocultura representa muito para a economia regional e ainda possui um espaço enorme para crescer, especialmente neste momento mais desafiador do agronegócio”, pontuou.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destacou a participação expressiva dos produtores e a qualidade dos debates promovidos durante o encontro, que reuniu cerca de 100 participantes em busca de atualização técnica e troca de experiências. “As palestras trouxeram temas atuais e relevantes, desde questões sanitárias até o cenário de mercado e geopolítica. Esse conhecimento é essencial para que o produtor possa melhorar a eficiência dentro da granja e evitar perdas produtivas”, ressaltou.
A realização do Encontro Regional da Suinocultura dentro do Show Safra reforça a importância da feira como espaço de difusão de conhecimento e fortalecimento do agronegócio mato-grossense. O evento contou ainda com a presença de autoridades locais, que destacaram o papel estratégico da atividade para a economia regional.
Para a Acrismat, iniciativas como essa contribuem para a evolução técnica do setor e para a construção de uma suinocultura cada vez mais competitiva, sustentável e alinhada às exigências do mercado consumidor.
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