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Kalil Baracat evita antecipar futuro político após derrota e foca em concluir mandato

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O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), evitou comentar sobre suas futuras ambições políticas para 2026 após sua derrota na tentativa de reeleição. Ele afirmou que está focado em concluir seu mandato atual e preferiu não antecipar planos.

A campanha teve seus erros, mas não irei me preocupar com isso. Eu me preocupo em encerrar meu mandato”, disse Kalil em entrevista concedida nesta quarta-feira (17).

O prefeito revelou que, após finalizar seu mandato, pretende tirar alguns dias de férias e refletir sobre suas próximas decisões políticas. “Vou finalizar meu mandato, tirar uns dias de férias, cuidar das minhas coisas e definir qual será o meu projeto futuro de candidatura A, B ou C. Calma! Eu acabei de perder uma eleição. Ainda estou passando salmoura na ferida”, declarou.

Kalil também reiterou que seu foco principal, no momento, é a entrega das obras que ainda estão em andamento. “A campanha teve seus erros, mas não irei me preocupar com isso. Eu me preocupo em encerrar meu mandato, entregar as obras que tenho que entregar e aí, lá na frente, veremos como vai ser a minha vida política”, completou o prefeito.

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Essa foi a primeira vez que ele se pronunciou à imprensa desde o último dia 6, quando perdeu a eleição para a advogada Flávia Moretti (PL). A candidata obteve 68.760 votos (50,54%), enquanto Kalil recebeu 61.065 votos (44,84%).

Apesar de triste com o resultado, Kalil afirmou que compreendeu a decisão da população. Ele ressaltou que sua competitividade o faz sentir o impacto da derrota. “Como não fica triste? Eu não gosto de perder nem no jogo de ‘bolita’, imagina perder uma eleição. Mas a população entendeu que a outra candidata era a melhor”, comentou.

Ainda assim, Kalil destacou o trabalho que realizou durante sua gestão, especialmente em relação ao abastecimento de água em Várzea Grande, um problema crônico na cidade. Ele mencionou que, apesar das pesquisas eleitorais apontarem-no como um dos favoritos, a população optou por mudança.

Eu desafio prefeito que trabalhou tanto quanto eu, que teve tanta entrega quanto eu. […] A população entendeu que a cidade precisava de mudança. Agora, olha o tanto de entregas que eu fiz. Fiz obras em todas as áreas”, afirmou.

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Em relação ao problema de água na cidade, Kalil defendeu seu legado. “A água sempre foi um problema crônico de Várzea Grande no qual o prefeito Kalil Baracat fez o maior investimento já visto na história da cidade. Quem foi o que mais investiu na água em Várzea Grande? Foi o prefeito Kalil Baracat”, concluiu.

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Qualidade de vida ganha protagonismo e muda o perfil dos empreendimentos imobiliários

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Cinco anos depois da pandemia de Covid-19, as mudanças provocadas pelo período de isolamento social continuam influenciando a forma como as pessoas escolhem onde viver. Se antes a proximidade do trabalho e dos centros urbanos era um dos principais fatores na decisão de compra de um imóvel, hoje qualidade de vida, contato com a natureza, espaços amplos e bem-estar passaram a ocupar posição de destaque.

Essa mudança de comportamento tem sido percebida também pelo mercado imobiliário de Mato Grosso. Empreendimentos voltados ao conceito Home & Wellness, que privilegiam áreas verdes, lazer ao ar livre e ambientes que favorecem uma rotina mais equilibrada, vem despertando o interesse de famílias que buscam mais do que uma residência: procuram um novo estilo de vida.

Para o empresário do Grupo Tio Ico e sócio-investidor da Mangaba Urbanismo, Ricardo Gomes, esse movimento deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade consolidada.

“A pandemia fez as pessoas refletirem sobre o tempo que passam em casa e sobre a importância de viver em um ambiente que proporcione qualidade de vida. Hoje percebemos que o cliente valoriza muito mais espaços amplos, contato com a natureza, áreas para convivência e uma rotina menos acelerada. Não se trata apenas de comprar um terreno, mas de investir em um lugar onde seja possível viver melhor.”

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Segundo ele, essa transformação também mudou a forma de planejar os empreendimentos.

“O mercado passou a olhar para projetos que priorizam experiências. Áreas verdes, lagos, espaços de lazer, infraestrutura para atividades ao ar livre e maior privacidade deixaram de ser diferenciais para se tornarem atributos cada vez mais desejados por quem busca um novo endereço”.

Ricardo, que também atua no agronegócio como sócio do Grupo Tio Ico, ressalta que a mudança no comportamento dos consumidores reflete uma transformação que vai além do mercado imobiliário.

“Hoje percebemos que as pessoas estão investindo mais em qualidade de vida. O imóvel deixou de ser apenas um patrimônio e passou a representar bem-estar, segurança e um ambiente propício para a convivência da família. Essa é uma tendência que veio para ficar e que influencia diretamente os novos empreendimentos.”

Um exemplo desse novo conceito é o Cenário dos Lagos Home & Wellness, desenvolvido pela Mangaba Urbanismo em Cuiabá. O empreendimento, que contará com o maior lago privado em condomínio fechado, foi concebido para integrar natureza, bem-estar e qualidade de vida em um único espaço, refletindo uma demanda crescente por moradias que favoreçam o equilíbrio entre trabalho, família e lazer.

Muito além da arquitetura

A valorização de imóveis com maior integração à natureza também encontra respaldo na psicologia. Para a psicóloga Rayssa Martins, a pandemia alterou profundamente a relação das pessoas com a própria casa, que passou a exercer um papel muito mais amplo na rotina.

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“No cenário pós-pandemia, muitas pessoas passaram a perceber que a casa, o lar, deixou de ser apenas um ambiente de descanso, tornando-se também um espaço de trabalho e de convivência com a família e os amigos. Do ponto de vista da psicologia, o ambiente em que o indivíduo vive influencia diretamente o bem-estar emocional e, consequentemente, o bem-estar físico e até o comportamento das pessoas.”

Segundo ela, ambientes que favorecem o contato com a natureza e proporcionam espaços de convivência contribuem para uma rotina mais saudável.

“Locais que oferecem contato com a natureza, áreas de lazer, espaços de convivência e oportunidades para atividades ao ar livre podem favorecer a redução do estresse e da ansiedade, além de melhorar a qualidade do sono e incentivar hábitos de vida mais saudáveis. Embora a saúde mental seja resultado de diversos fatores, e não apenas do ambiente, ele pode atuar como um importante elemento de promoção da saúde mental e da qualidade de vida.”

Para a especialista, esse novo olhar ajuda a explicar por que tantas famílias passaram a priorizar empreendimentos que oferecem uma experiência de moradia mais conectada ao bem-estar, tendência que segue influenciando o mercado imobiliário mesmo anos após o período mais crítico da pandemia

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