MATO GROSSO
Lúdio nega uso de pastores falsos e diz que Abilio não tem perfil para administrar: ‘causador do caos’
MATO GROSSO
O candidato a prefeito de Cuiabá, Lúdio Cabral (PT), rebateu a informação do seu adversário, Abilio Brunini (PL), que, durante entrevista a TV Vila Real, acusou o petista de ter usado pastores falsos para tentar conseguir votos da comunidade evangélica.
Lúdio destacou que seu adversário está com medo de perder a eleição e, por isso, usa histórias inverídicas para tentar prejudicá-lo.
“Meu adversário está desesperado porque vai perder a eleição. Essa eleição é uma eleição para resolver os problemas da cidade. Ele faz uma campanha de medo, ódio, preconceito e polarização que sempre foi o comportamento dele, onde ele passou. Cuiabá não aguenta isso”, respondeu.
Ele ainda comentou que seu adversário não representa o perfil de gestor que a cidade precisa para solucionar os principais gargalos na gestão pública.
Lúdio destacou o passado do liberal, como vereador, onde chegou a ser cassado, e de deputado federal, para ressaltar que ele é um “causador de confusão”, forma incompatível de um administrador.
“O centro do debate dessas eleições é qual dos dois candidatos está mais preparado para realizar um governo de união, que enfrente e supere os problemas da cidade. Infelizmente, esse não é o perfil do adversário, ele está desesperado, trazendo pautas que representam ódio, preconceito, medo, que não contribuem para o debate, é um causador de confusão. Cuiabá não pode ter alguém que cause confusão o tempo todo, e por onde ele passou, o histórico dele é de criar confusão”, evidenciou.
Lúdio disputa com Abilio o segundo turno a prefeito de Cuiabá. O liberal liderou o primeiro processo eleitoral com 126.944 votos (39,61%) e o petista ficou logo atrás com 90.719 votos (28,31%).
Pesquisas
Nesta semana, o Instituto Quaest, apontou um empate técnico entre os postulantes. Abilio Brunini tem 44% das intenções de voto, frente a 41% de Lúdio Cabral, na modalidade estimulada, a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos. Veja detalhes aqui
Sob esse cenário, Lúdio destacou que vai prosseguir fazendo uma campanha mais intimista, com diálogo com a população e apresentação de propostas. Ele preferiu não fazer qualquer estimativa de virada, ressaltando que seu objetivo é na busca de um voto livre e consciente.
O petista destacou que o tema dessa eleição não é uma polarização de ideologias políticas, mas de quem tem o perfil para governar o município e de conciliador para ter parcerias com o estado e a União.
“Continuar aquilo que estou fazendo que é ir ao encontro da população, eu pessoalmente, encontrar com as pessoas nas ruas, nos bairros, apresentar as nossas propostas, o nosso propósito é fazer uma campanha centrada em propostas e apontando para a reflexão que a população precisa fazer sobre que perfil de prefeito nós precisamos nos próximos 4 anos. Cuiabá sofreu muito com a briga política. Essa eleição não é uma eleição de divisão, não é uma eleição de polarização, não é uma disputa ideológica entre esquerda e direita. Essa eleição é uma eleição sobre quem está mais preparado para realizar um governo de união e superar os problemas”, disse.
MATO GROSSO
CNJ notifica desembargadora do TJMT para prestar esclarecimentos em reclamação disciplinar
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) notificou a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marilsen Andrade Addario, para prestar esclarecimentos, no prazo de 15 dias, em uma reclamação disciplinar que questiona sua atuação na condução de um recurso relacionado à recuperação judicial do Grupo Safras. A representação aponta, entre outros aspectos, suposta extrapolação da competência do juízo de primeiro grau, a nomeação de interventor judicial fora dos limites do recurso e a retenção de agravos internos sem julgamento pelo colegiado. A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.
A reclamação tem origem em decisões proferidas pela magistrada no âmbito da recuperação judicial do Grupo Safras. A empresa autora sustenta que a desembargadora teria extrapolado os limites de sua atuação no julgamento de um agravo de instrumento, invadindo competências do juízo de primeiro grau, determinando o afastamento de administradores, nomeando interventor judicial e retardando a análise de recursos internos, entre outras supostas irregularidades. As alegações também mencionam possível afronta a dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil, da Lei de Recuperação Judicial, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) e do Código de Ética da Magistratura.
No recurso objeto da denúncia a Desembargadora foi vencida por dois votos a um para revogação da decisão de nomeação do interventor e da perícia. O salário fixado pela Desembargadora ao interventor Emanoel Alexandre de Oliveira, era de R$ 300.000,00 por mês, já a perícia foi de R$ 1.5 milhão. Pela decisão do Tribunal caberá à juíza de primeiro grau decidir se aproveita algum ato do interventor, bem como se determina a devolução dos valores pagos.
Ao analisar o pedido, o corregedor não fez juízo sobre o mérito das acusações. Apenas determinou a notificação da magistrada para que apresente sua versão dos fatos, etapa prevista no Regimento Interno do CNJ antes da eventual adoção de outras providências. Assim, a reclamação disciplinar segue em fase inicial de apuração, sem decisão sobre eventual responsabilidade da desembargadora.
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