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Lúdio Cabral defende Cuiabá justa e inclusiva

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Cuiabá, capital de Mato Grosso, vive uma disputa inesperada: o embate entre o deputado estadual e o médico Lúdio Cabral (PT) e o deputado federal Abilio Brunini (PL). A campanha de segundo turno para prefeitura enfrenta um duelo em um dos maiores redutos bolsonaristas do país. Com apoio de setores do agronegócio e alianças com partidos como PSD e PV, o perfil conciliador e técnico de Lúdio ganhou força entre os eleitores cuiabanos que buscavam, no primeiro turno, renovação política e estabilidade na gestão municipal.

 

Em sua última entrevista antes do segundo turno, Cabral reforçou seu compromisso com políticas sociais e econômicas voltadas para todos os cuiabanos. Estamos aqui para servir a todos, sem distinção de classe ou partido. Vamos cuidar das pessoas, construir uma Cuiabá mais justa e inclusiva, onde todos tenham acesso à saúde, educação e oportunidades de desenvolvimento, declarou. Lúdio se distancia do estilo de confronto adotado pelo oponente, com foco em um discurso moderado e conciliador. É preciso deixar de lado a polarização e focar no que realmente importa para a cidade: emprego, moradia, saúde e segurança.

 

Desde o primeiro turno, Lúdio e sua vice, Rafaela Fávaro (PSD), têm trabalhado para transportar um público que busca mudanças no cenário cuiabano. Seu programa de governo observa melhorar a infraestrutura e reduzir as desigualdades na cidade. O apoio de figuras importantes, como o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, fortaleceu essa imagem de união. Acredito, desde o primeiro dia, na vitória do Lúdio e da Rafaela. Esse é o momento para os candidatos compararem os candidatos e verem quem está mais preparado para cuidar das pessoas e da cidade, declarou Fávaro, em entrevista ao jornal A Gazeta. Ele destacou a capacidade de Cabral de dialogar e governar para todos os cuiabanos, com conhecimento técnico e experiência. O Brasil está virando a página do ódio, e Lúdio e Rafaela são a expressão dessa nova fase.

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Perfil e trajetória

Lúdio Frank Mendes Cabral nasceu em Rio Verde, Goiás, e aos cinco anos mudou-se para Mato Grosso, onde construiu toda a sua carreira. Hoje com 53 anos, Lúdio é médico sanitarista formado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde iniciou sua trajetória política no movimento estudantil e na Pastoral da Juventude da Igreja Católica. Filiado ao PT desde 1996, Cabral consolidou-se como figura importante na esfera progressista cuiabana.

 

Em 2004, foi eleito vereador em Cuiabá, com destaque para a defesa de políticas públicas externas para a saúde e o controle fiscal, como o congelamento do IPTU. O mandato foi renovado em 2008, e sua trajetória se consolidou ao disputar a Prefeitura de Cuiabá em 2012, onde chegou ao segundo turno, mas foi derrotado pelo então candidato Mauro Mendes (União) e atual governador. Dois anos depois, tentou o governo do estado e perdeu novamente no segundo turno. Em 2018, Lúdio foi eleito deputado estadual, sendo reeleito em 2022 com votação expressiva na capital.

 

Seu estilo de atuação, marcado pela defesa dos direitos sociais e moderação em pautas polêmicas, fêz de Lúdio uma opção diferenciada, especialmente em Cuiabá, onde o eleitorado conservador é predominante. Lúdio, que é pai de cinco filhos, se posicionou contra a legalização das drogas e a introdução de diretrizes sobre gênero nas escolas, temas que, segundo ele, distorcem o foco da educação pública e não competem à esfera municipal.

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Apesar de sua ligação com o PT, Lúdio conseguiu o apoio de empresários do agronegócio e de setores do centro político. Entre seus apoiadores estão o empresário Elusmar Maggi, do setor de soja, e o construtor Jorge Pires de Miranda. Com esses apoios, Lúdio se firma como uma candidatura que busca ser abrangente, ultrapassando barreiras partidárias e ideológicas. Essa é uma candidatura para todos os cuiabanos. Vamos governar com responsabilidade e respeito às diversidades que formam esta cidade, afirmou Cabral em uma de suas entrevistas.

 

Ao longo da campanha, o adversário Abilio Brunini questionou sua filiação ao PT e as alianças com empresários do agronegócio, acusando Cabral de incoerência. Lúdio respondeu focando em seu histórico de diálogo e não agregação: O agro é fundamental para Cuiabá e para Mato Grosso, e estamos unidos para construir uma cidade melhor para todos.

 

Últimos passos antes das eleições

Hoje é um dia muito importante para Cuiabá. Podemos entrar na história virando uma página e iniciando um capítulo que contempla as pessoas no que elas mais precisam. Está nas mãos dos dirigentes fazer essa mudança, garantir uma vitória para toda a população, disse o ministro Carlos Fávaro.

 

Lúdio Cabral e sua vice Rafaela Fávaro fizeram uma caminhada com o foco em temas locais, buscando convencer o eleitor de que é a melhor opção para a cidade. Em um cenário ainda fortemente bolsonarista, a campanha de Lúdio representa um esforço de renovação para Cuiabá, tentando unir diferentes setores da sociedade em torno de um projeto de governo ao diálogo e à inclusão.

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CNJ notifica desembargadora do TJMT para prestar esclarecimentos em reclamação disciplinar

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) notificou a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marilsen Andrade Addario, para prestar esclarecimentos, no prazo de 15 dias, em uma reclamação disciplinar que questiona sua atuação na condução de um recurso relacionado à recuperação judicial do Grupo Safras. A representação aponta, entre outros aspectos, suposta extrapolação da competência do juízo de primeiro grau, a nomeação de interventor judicial fora dos limites do recurso e a retenção de agravos internos sem julgamento pelo colegiado. A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.

A reclamação tem origem em decisões proferidas pela magistrada no âmbito da recuperação judicial do Grupo Safras. A empresa autora sustenta que a desembargadora teria extrapolado os limites de sua atuação no julgamento de um agravo de instrumento, invadindo competências do juízo de primeiro grau, determinando o afastamento de administradores, nomeando interventor judicial e retardando a análise de recursos internos, entre outras supostas irregularidades. As alegações também mencionam possível afronta a dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil, da Lei de Recuperação Judicial, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) e do Código de Ética da Magistratura.

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No recurso objeto da denúncia a Desembargadora foi vencida por dois votos a um para revogação da decisão de nomeação do interventor e da perícia. O salário fixado pela Desembargadora ao interventor Emanoel Alexandre de Oliveira, era de R$ 300.000,00 por mês, já a perícia foi de R$ 1.5 milhão. Pela decisão do Tribunal caberá à juíza de primeiro grau decidir se aproveita algum ato do interventor, bem como se determina a devolução dos valores pagos.

Ao analisar o pedido, o corregedor não fez juízo sobre o mérito das acusações. Apenas determinou a notificação da magistrada para que apresente sua versão dos fatos, etapa prevista no Regimento Interno do CNJ antes da eventual adoção de outras providências. Assim, a reclamação disciplinar segue em fase inicial de apuração, sem decisão sobre eventual responsabilidade da desembargadora.

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