MATO GROSSO
Vereador que matou a ex foi solto pela justiça a pedido do Ministério Publico
MATO GROSSO
O vereador José Soares de Souza, conhecido como Zé Fadiga (MDB), já havia sido preso por agredir e manter a esposa em cárcere privado três meses antes de matá-la. Na audiência de custódia em junho de 2024, o juiz Luís Otávio Tonello dos Santos, plantonista da Comarca de Ribeirão Cascalheira, determinou a soltura do acusado por já haver um pedido de liberdade provisória do Ministério Público (MPMT). A justiça falhou mais uma vez com uma mulher que sofreu violência doméstica. No último sábado, 26, Zé Fadiga assassinou a ex-esposa Olindina Maria da Silva, de 42 anos, e o irmão dela, Odélio José da Silva, de 48 anos, a tiros.
A vítima já havia registrado denúncia e pedido medida protetiva contra Zé Fadiga. Em documento judicial, a ex-esposa relatou que era proibida de sair e de utilizar o celular para se comunicar. A vítima havia relatado que o vereador a vigiava por câmeras de segurança e que ele contava com a ajuda de um colega que também é parlamentar.
Apesar de denunciar o crime, a justiça falhou com mais uma vítima de feminicídio. A mulher seguiu todos os passos recomendados pelas autoridades de segurança pública para se defender do agressor e, mesmo assim, teve a vida ceifada.
Em um trecho da decisão que concedeu liberdade ao vereador após ser preso em flagrante por violência doméstica, o magistrado explicou que não pôde o manter preso, mesmo com indícios dos crimes, por um pedido do MPMT.
“Este último requisito se consubstancia no perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado, ou seja, a indicação, a partir de fatos concretos e contemporâneos, de que o acusado, em liberdade, criará empecilhos ao regular conhecimento e julgamento do caso penal ou, ainda, que se furtará ao cumprimento de eventual pena privativa de liberdade. […] Por outro lado, em que pese à conduta do custodiado seja reprovável, não cabe a este Juízo medida outra a ser adotada que não a soltura do agressor, ante o entendimento jurisprudencial de que o Juiz não pode converter o flagrante em preventiva quando houver pedido de liberdade provisória por parte do Ministério Público”, apontou o magistrado.
Além de não terem convertido a prisão do vereador de flagrante para preventiva, o magistrado também optou por não o monitorar com tornozeleira eletrônica e justificou que Zé Fadiga possuía casa, emprego fixo e também por ser vereador do município.
“[…]verifico que não se faz necessário, considerando que o custodiado possui endereço fixo e trabalho lícito, bem como é figura pública exercendo vereança no município”, diz trecho de decisão.
Após dois meses da denúncia da vítima, o próprio MPMT, que pediu a liberdade do acusado, o denunciou pelo crime de violência doméstica.
Olindina e seu irmão foram assassinados três meses após ela denunciar seu ex-marido e pedir medida protetiva. A vítima pediu ajuda e acreditou na proteção do Estado. O final dessa história poderia ser diferente, assim como a de tantas outras mulheres que perderam a vida para a violência doméstica.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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