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Seduc e Senai formam mais de 800 alunos de turmas de ensino profissionalizante da Rede Estadual

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Serão mais de 800 jovens qualificados em 18 áreas para empresas que oferecem oportunidade de emprego.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai-MT) deram início, na noite desta terça-feira (03.11), em Cuiabá, a uma sequência de formaturas de mais de 800 alunos da Rede Estadual que finalizaram o Novo Ensino Médio neste ano de 2024.

O primeiro grupo, formado por 126 alunos que passaram pela Educação Técnica Profissional (EPT) na unidade Senai Porto, oriundos das Escolas Estaduais Militar Dom Pedro II Presidente Médici e André Avelino Ribeiro, recebeu os certificados de conclusão.

A formatura de novas turmas continua nesta quarta-feira (04), em Várzea Grande, e seguirá para Nova Mutum (05 e 06), Cáceres e Alta Floresta (09), Aripuanã (10), Barra do Bugres, Sorriso e Sinop (11), Lucas do Rio Verde (12) e Rondonópolis (16 e 17).

Essas são as primeiras turmas formadas pela parceria, instituída em 2022, e que se estende a mais de 8 mil alunos de 102 escolas da rede estadual de ensino. A formação técnica está voltada para áreas do conhecimento de interesse da indústria.

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O secretário Alan Porto observou que a cooperação com o Senai busca promover a inovação e a transferência de tecnologias industriais, contribuir para elevar a competitividade da indústria mato-grossense e gerar oportunidades para os jovens no mercado de trabalho.

“O Novo Ensino Médio veio para revolucionar esta nova forma de fazer a educação no país e aqui, em Mato Grosso, largamos na frente. Fomos o primeiro estado a firmar esta parceria com o Senai, que vai durar até 2026”, conclui Alan.

Os cursos oferecidos no Senai para alunos da rede estão voltados ao atendimento das demandas das regiões onde estão sediados. A oferta dos cursos também atende a um dos pilares do Novo Ensino Médio, denominado Projeto de Vida, que permite a flexibilização e a diversificação dos currículos, disponibilizando ensino técnico aos estudantes a partir do 1° ano.

Cursos oferecidos

Administração, Automação Industrial, Desenvolvimento de Sistemas, Design Gráfico, Edificações, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Logística, Manutenção automotiva, Manutenção e Suporte em Informática, Mecânica Mecatrônica, Mineração, Programação de Jogos Digitais, Química, Redes de Computadores e Segurança do Trabalho.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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