MATO GROSSO
CTECNO Parecis Apresenta Resultados de Pesquisa sobre Rentabilidade dos Sistemas de Produção
MATO GROSSO
O Dia de Campo do Centro Tecnológico (CTECNO) Parecis, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), ocorrerá nos dias 15 e 16 de janeiro, em Campo Novo do Parecis. O evento tem como objetivo promover a troca de conhecimento e apresentará aos participantes os resultados dos experimentos sobre a produtividade da soja, considerando diferentes ambientes e sistemas de produção, com foco no manejo da oleaginosa em solos de textura média e arenosa.
A etapa de soja do CTECNO Parecis abordará temas como mecanização agrícola, adubação foliar, correção da acidez do solo e rentabilidade do sistema de produção, todos voltados para a primeira safra. Durante o Dia de Campo, os participantes também poderão assistir a uma palestra do professor doutor Cimélio Bayer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sobre a variação na captura de carbono em diferentes ambientes de produção e a comercialização do crédito de carbono.
De acordo com Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT, discutir dados sobre o sequestro de carbono com os produtores é uma maneira de incentivar o mercado de carbono, para que o produtor brasileiro seja reconhecido pelo serviço ambiental que presta em suas propriedades. “Existe uma possibilidade de renda no mercado de carbono que ainda gera muita desconfiança do produtor, porque é algo que está sendo prometido há muito tempo e não se concretiza. Temos pesquisas recentes que mostram que a agricultura sequestra muito carbono no consórcio milho e soja, então a gente espera que essa possibilidade de renda se concretize”, esclarece Bier.
A agricultura possui um balanço positivo de carbono, ao remover mais carbono do que emite. Segundo a pesquisadora do CTECNO Parecis, Daniela Facco, o aumento de carbono no solo oferece diversos benefícios que precisam ser melhor explorados. “Além do crédito de carbono, a gente também tem um impacto bastante positivo do aumento de carbono no solo. Então, o professor Cimélio Bayer vai discutir sobre como os sistemas de produção têm impactado na dinâmica de carbono do solo, entre outras informações referentes ao balanço de carbono”, afirma Daniela.
Outro atrativo desta edição será a vitrine de cultivares, com 56 materiais de soja distribuídos em dois tipos de solo: um com 10% de argila e outro com 33% de argila. Também estarão disponíveis estações técnicas sobre rentabilidade, mecanização agrícola, adubação foliar e correção do solo.
Com 86 hectares dedicados à pesquisa, o CTECNO Parecis se consolidou como um centro de excelência para experimentos em solos arenosos, oferecendo aos participantes dados de longo prazo que auxiliam na tomada de decisões. Os resultados das pesquisas fornecem segurança para que os produtores adotem novas estratégias de manejo nas lavouras.
O evento ocorrerá nos dias 15 e 16 de janeiro, na área do CTECNO Parecis, localizada na Rodovia MT 488, anexa à Fazenda Vô Arnoldo – Agroluz, em Campo Novo do Parecis. As inscrições são gratuitas e já estão abertas.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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