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Michelly teme que voto secreto favoreça Chico, mas espera firmeza de 15 vereadores declarados ‘pró-Paula’

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A vereadora Michelly Alencar (União), que faz parte da chapa encabeçada por Paula Calil (PL), criticou o projeto de resolução apresentado pela atual Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, que propõe tornar secreta a votação para a eleição da próxima presidência do Legislativo.
Segundo ela, a medida, apresentada a menos de uma semana da eleição, favorece diretamente o projeto de reeleição do atual presidente, Chico 2000 (PL).

“Pode até ser que em outros parlamentos, como na Assembleia Legislativa, a votação aconteça de forma secreta, só que aqui isso nunca aconteceu dessa forma. E fazer isso numa sessão extraordinária, oito dias antes da votação, mostra que a gente não está prezando pela imparcialidade, pela transparência, mas sim por um grupo que pode ou não se eleger porque a votação é só daqui a oito dias”, afirmou.

A proposta, que estava prevista para ser votada na sessão extraordinária de segunda-feira (23), acabou adiada após a interferência de vereadores que apoiam a candidatura de Paula. A votação do projeto foi remarcada para a próxima sexta-feira (27), gerando ainda mais críticas sobre a pressa.

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“É porque vem da presidência esse projeto, né? Então, se vem da presidência e se tem esse interesse de colocar a toque de caixa numa sessão extraordinária, pode privilegiá-lo”, disse.

Apesar disso, a vereadora demonstrou confiança de que os 15 parlamentares que declararam apoio a Paula Calil irão manter a palavra, mesmo que o formato da votação mude.

“Estamos aqui bem convictos de que aqueles que estão conosco, na nossa chapa, que já se apresentaram inclusive para a imprensa, possam manter. Quero acreditar que todos aqueles que já declararam seu voto terão esse bom caráter de permanecer com essa palavra no dia da votação”, destacou.

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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