MATO GROSSO
Chapada FeijoFolia 2026 impulsiona economia e deve movimentar quase R$ 1,8 milhão no Carnaval em Chapada dos Guimarães
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Mais do que música, gastronomia e celebração, a Chapada FeijoFolia se firma em 2026 como um dos principais motores econômicos do Carnaval em Chapada dos Guimarães. Com mais de duas décadas de história, o evento amplia seu papel cultural e passa a ser também um importante impulsionador da economia local, movimentando uma extensa cadeia produtiva que envolve turismo, serviços, comércio e geração de renda.
A estimativa conservadora aponta que somente no sábado de Carnaval, dia 14 de fevereiro, cerca de R$ 1,78 milhão devem circular na economia, com impacto direto em trabalhadores, microempreendedores e empresas locais.
A cada edição, a FeijoFolia ativa diversas frentes de trabalho. Apenas na estrutura do evento, profissionais das áreas de produção cultural, montagem, segurança, limpeza, logística e equipes técnicas são contratados temporariamente.
Ao todo, a estimativa é de cerca de 450 profissionais envolvidos direta e indiretamente, consolidando o Carnaval como oportunidade real de renda extra para a população.
O impacto econômico acontece antes, durante e depois da festa, com serviços que incluem:
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Produção cultural e operacional
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Técnicos de som e iluminação
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Equipes de apoio e organização
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Segurança privada e limpeza
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Montagem e desmontagem de estruturas
Segundo o produtor cultural Edson Guilherme, o resultado é fruto de planejamento estratégico.
“A FeijoFolia gera emprego, renda e oportunidades. É cultura, mas também é economia girando”, destaca.
Programação musical movimenta setor artístico
A programação musical também representa investimento relevante na economia criativa. Em 2026, o evento traz atrações como o grupo Art Popular e a banda CDB – Categoria de Base, além de músicos, técnicos e roadies envolvidos nas apresentações.
O setor artístico movimenta aproximadamente R$ 180 mil em cachês e serviços técnicos, reforçando o papel do entretenimento como gerador de empregos e renda.
Gastronomia registra um dos maiores faturamentos do ano
O impacto mais visível acontece na gastronomia. Restaurantes, bares, cozinhas temporárias e fornecedores locais ampliam equipes e aumentam o volume de compras para atender a alta demanda.
Somente no sábado de Carnaval, o setor deve registrar cerca de:
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R$ 420 mil em faturamento
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Contratação extra de cozinheiros, garçons e atendentes
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Aumento no consumo de produtos regionais
Desde pequenos produtores até distribuidores regionais são beneficiados pelo aumento das vendas.
Turismo em alta: hotéis e transporte operam com demanda máxima
A FeijoFolia também fortalece diretamente o turismo regional. Durante o Carnaval:
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Hotéis e pousadas operam próximos da lotação máxima
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Casas de temporada registram alta procura
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Aplicativos de transporte e táxis ampliam corridas
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Comércio local aumenta o fluxo de consumidores
Grande parte dos visitantes vem de Cuiabá e de outras cidades do estado, transformando o sábado de Carnaval no pico econômico do período.
Como os R$ 1,78 milhão são movimentados
1. Consumo direto do público
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Público estimado: 3.000 pessoas
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Gasto médio individual: R$ 350
Inclui alimentação, bebidas, abadás, transporte e consumo no comércio local.
Total estimado: R$ 1.050.000
2. Gastronomia e bebidas
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Barracas, bares e restaurantes
R$ 420.000
3. Cachês artísticos e técnicos
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Bandas, músicos e equipes técnicas
R$ 180.000
4. Estrutura e serviços
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Produção, segurança, limpeza, geradores e montagem
R$ 130.000
Total estimado: R$ 1.780.000 em circulação econômica
Desse valor, aproximadamente R$ 900 mil permanecem diretamente em Chapada dos Guimarães, fortalecendo pequenos negócios e trabalhadores locais.
Impacto social vai além dos números
Mais do que indicadores financeiros, o evento gera impacto social imediato ao beneficiar:
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Trabalhadores temporários
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Microempreendedores
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Artistas e técnicos
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Setor de alimentação e bebidas
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Rede hoteleira e transporte
Para Edson Guilherme, o Carnaval precisa ser entendido como política de desenvolvimento econômico. “A FeijoFolia é uma engrenagem econômica. Cada edição gera trabalho, renda e oportunidades, fazendo o dinheiro circular dentro da cidade.”
Carnaval como estratégia de desenvolvimento local
Com apoio da Prefeitura de Chapada dos Guimarães, a FeijoFolia se consolida como ativo cultural e econômico do município. Ao unir tradição, organização e investimento, o evento reforça o posicionamento da cidade como destino turístico no Carnaval.
Mais do que uma festa, a Chapada FeijoFolia mostra que cultura e economia caminham juntas, transformando celebração em emprego, renda e crescimento sustentável para toda a comunidade.
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.