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Após pedir mediação na Justiça, Grupo Lermen não chega a acordo com credores

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Após ingressar com o pedido de negociação, o Grupo Lermen não firmou acordo com credores após a audiência de mediação antecedente realizada no final de abril, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC). A ação judicial reúne empresas e membros da família Lermen para reestruturar passivos junto a dezenas de credores do agronegócio e do sistema financeiro.

Com dívidas de R$ 633 milhões, o grupo atua nos setores de mineração, agropecuária, transporte, logística fluvial e participações societárias.

Diante do impasse e da tentativa de evitar a recuperação judicial, o grupo informou que pretende dar continuidade às negociações por meio de audiências individuais com os credores, em busca de soluções específicas que possam destravar um eventual acordo.

Participaram das tratativas instituições financeiras e empresas relevantes da cadeia produtiva, incluindo Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco Safra, além de companhias como John Deere, Syngenta, Sagel Comércio, FMC e Sumitomo Chemical.

Ao justificar os débitos, o grupo alegou que a situação foi motivada pela restrição de crédito bancário a partir do final de 2022 e, sobretudo, ao longo de 2023, quando instituições financeiras teriam passado a limitar a concessão de novos financiamentos e a impedir a renovação de operações já existentes.

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Também apontou como fatores relevantes o investimento de aproximadamente R$ 40 milhões na construção de um armazém e a ocorrência de eventos climáticos adversos , especialmente a seca na safra 2023/2024, que teria provocado perda superior a 400 mil sacas de soja.

Durante a audiência, os credores São Pedro Agropecuária e Banco Bradesco S.A. afirmaram não ter interesse na continuidade do procedimento de mediação multipartes. As audiências individuais já foram marcadas e devem ocorrer no prazo de um mês, com os credores relacionados.

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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