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Ano-novo: fogos de artifício exigem prudência e manuseio correto

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Janeiro é um mês em que unidades médicas especializadas em queimados costumam observar um aumento da demanda. Um dos motivos são os fogos de artifício bastante utilizados nas festividades de ano novo. O mesmo ocorre no São João ou em períodos de Copa do Mundo. Imprudência e manuseio incorreto são alguns dos comportamentos de risco. A Agência Brasil conversou com especialistas que explicam os cuidados necessários.

O médico André Toshiaki Nishimura, coordenador do Centro de Tratamento de Queimados da prefeitura de São Paulo, orienta que quem for manusear fogos de artifício não deve consumir bebida alcoólica. “Às vezes, quando os fogos não funcionam, a pessoa vai lá e tenta abrir o dispositivo, mexe na pólvora e vai acabar se queimando. Eu acredito que a maior parte [dos acidentes] é de imprudência e de geralmente misturar [consumo de] álcool com fogos”, acrescenta.

De janeiro a novembro deste ano, o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Municipal Doutor Cármino Caricchio – Tatuapé, que é referência na capital paulista, atendeu 6.692 pacientes queimados. Desse total, 3.073 apresentavam queimaduras por líquidos escaldantes, 661 por contato com fogo e tempo excessivo de exposição ao sol sem proteção e 317 por eletricidade. Em 2021, a unidade de atendimento aos queimados do hospital municipal recebeu 7.911 pessoas.

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Cuidado na compra

O sargento Alan Azevedo, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, destaca que os cuidados com os fogos de artifícios devem começar no momento da aquisição do produto. “[O consumidor] deve procurar saber se ele é certificado pelo Exército Brasileiro, se tem uma fiscalização naquele local, se tem um alvará de funcionamento naquele estabelecimento aprovado pelo Corpo de Bombeiros e outros órgãos principais”, orienta. Segundo o sargento, a certificação deve constar nas embalagens.

Ler e seguir as orientações do rótulo é fundamental. Além disso, não se deve, em hipótese alguma, reacender o artefato, que, por algum motivo, não tenha funcionado. “Se esse material não for iniciado, deve-se descartar aquele fogo de artifício ali, justamente para não chegar próximo ao local e esse fogo de artifício acabar tendo reignição e causar algum tipo de acidente”, aponta. Ele acrescenta que não se deve acender o produto em local fechado, nem perto de rede de alta tensão e é preciso estar longe do público.

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Azevedo chama a atenção também para o manuseio dos fogos com o material de suporte que acompanha o produto. “Não soltar na própria mão, que a pessoa utilize a base que vem dentro da embalagem”, pontua. Além disso, o material só pode ser manuseado por maiores de idade. “Criança somente aquelas bombinhas, tipo estalinho, que não tem risco”, indica.

Primeiros socorros

Em caso de acidentes, Nishimura aponta que uma ação emergencial possível, em caso de queimadura, é o resfriamento da área. “[Isso] diminui a profundidade da queimadura. Lavar a região é importante, isso é fundamental. Lavar com água corrente”, explica o médico. Azevedo lembra ainda que médicos ou enfermeiros que estejam no local podem ser acionados para os primeiros procedimentos antes da chegada ao hospital ou da ambulância.

Nos casos em que há amputação de algum membro, o sargento Alan Azevedo explica que é fundamental estancar o sangramento e encaminhar a pessoa ao hospital, ou ainda ligar para o 193. “Pega um pano limpo, coloca sobre o local de ferimento e faça uma pequena pressão de forma a estancar o sangramento”, orienta.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Geral

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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

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O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

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Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

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