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Carnaval de Brasília: foliões buscam alegria, segurança e diversidade

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Alegria, segurança e irreverência marcaram o clima do Bloco Rebu, neste sábado (18), na Praça das Fontes do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília. A previsão dos organizadores é de reunir cerca de 15 mil pessoas no evento.

De acordo com as produtoras culturais e idealizadoras do bloco, Rafaella Ferrugem e Lolly Alves, a premissa do bloco é promover um espaço divertido e acolhedor para mulheres e para toda a comunidade LGBTQIAP+. 

“Somos três lésbicas que sentíamos falta de entretenimento no carnaval do Distrito Federal e decidimos criar, em 2019, um espaço que pudesse acolher com segurança esse grupo de mulheres lésbicas, bissexuais, pessoas não-binárias e transexuais com toda segurança possível”, disse Rafaella Ferrugem. “Nosso objetivo também é inspirar que outros eventos para esse público possam acontecer com mais frequência”, acrescentou.

Brasília (DF) 18/02/2023 - Ráfa Ferrugem (e), Loli (d participam da festa de rua do do Bloco de carnaval REBU. Foto Valter Campanato/Agência Brasil. Brasília (DF) 18/02/2023 - Ráfa Ferrugem (e), Loli (d participam da festa de rua do do Bloco de carnaval REBU. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

Rafaella Ferrugem e Lolly Alves, idealizadoras do Bloco Rebu, por Valter Campanato/Agência Brasil

Nos quatro dias de carnaval, o Governo do Distrito Federal (GDF) espera que cerca de 1,5 milhão de pessoas vão às ruas para aproveitar a folia brasiliense em mais de 100 blocos. Neste ano, o efetivo policial foi reforçado para garantir a segurança dos foliões na capital.

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Animação 

Para a personal trainer Lílian Almeida, 46 anos, o bloco foi a melhor alternativa para celebrar 20 anos de amizade sem se preocupar com o risco de sofrer assédio sexual em outros eventos. 

“Escolhemos esse bloco porque acredito que em um espaço com maior diversidade, a segurança é melhor e não vai ter confusão. Acho que os eventos de carnaval melhoraram muito em Brasília, temos mais segurança para nos divertir sem assaltos ou assédios”, disse. 

A funcionária pública Janaína Maia, de 41 anos, reiterou que a escolha do grupo se baseou na segurança do bloco. 

“Essa é a minha primeira vez no carnaval do DF e optamos por esse bloco para nos divertirmos sem assédio sexual, importunações ou abordagens agressivas. A segurança fez diferença e aqui estamos vendo um ambiente acolhedor, com muitas crianças e um policiamento maior”, afirmou.

Já o analista de sistemas Rubens Oliveira, de 42 anos, destacou que o carnaval deste ano marca o retorno dos eventos com mais público em Brasília após o período de distanciamento social provocado pela pandemia de covid-19. 

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“Tenho saído mais de casa, já que estou com a vacina [contra a covid-19] em dia e eu me sinto seguro para participar desses eventos. Vejo que as coisas estão realmente voltando ao normal”, desabafou.   

A artesã Elvira Lira, de 41 anos, tem a mesma sensação de Rubens. Para ela, este Carnaval marca o retorno à folia de rua na capital.

“Acho que todos nós estávamos precisando deste momento. É bom para mostrarmos que Brasília tem carnaval novamente, com alegria e segurança depois do período de pandemia que vivemos até pouco tempo”, disse. 

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

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O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

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Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

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