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Carnaval de São Luís é marcado por riqueza de ritmos

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Conhecido pela peculiaridade e riqueza de ritmos, o carnaval de rua de São Luís traz o toque ancestral nos desfiles de blocos tradicionais, blocos afro, tribos indígenas, tambor de crioula e outras manifestações. A área central da cidade é local onde os foliões se divertem durante o período momesco.

O tradicional circuito tem como um dos principais pontos o bairro da Madre Deus, berço de inúmeras manifestações culturais do Maranhão. São originárias do bairro muitas agremiações carnavalescas. Entre elas estão o bloco Fuzileiros da Fuzarca, que traz na batida sua marca registrada. O ritmo cadenciado é produzido pelas retintas, taróis-de-mão e duas-por-uma (instrumento de percussão coberto com couro de bode e carneiro). Fundado em 1936 por poetas, compositores e músicos, o bloco mais antigo do Maranhão desfila nas cores preto e branco é e um dos símbolos do carnaval de rua da capital. 

Além do Fuzileiros, a Madre Deus, ou Madre Divina como é carinhosamente chamado o bairro, também presencia desfiles dos Blocos Tradicionais, com seus tambores apelidados de treme terra. As agremiações, como o bloco da Apae, Tropicais do Ritmo, Show Feras, Os Curingas, Os Gigantes, Magnatas Show, Os Gladiadores, Os Diplomáticos, Os Diferenciados, Os Foliões, Reis da Liberdade, Os Trapalhões, Os Brasinhas, Vinagreira Show, Companhia do Ritmo e Tradicionais do Ritmo, se caracterizam pela beleza de suas vestimentas e pelo som estrondoso que produzem.

As batucadas, feitas pelos tambores chamados de contratempo, são feitas com a palma das mãos, com força e precisão, cadenciando o ritmo. O tambor grande, de 1,2 metro e diâmetro de 65 a 70 centímetros, é tocado com o acompanhamento de retintas, cabaças, reco-recos, agogôs, afoxés, ganzás e rocas. O som resultante favorece a fusão com diversos estilos musicais, que animam tanto os tocadores quanto os demais foliões, chamados de balizas.

O circuito recebe ainda, durante o reinado de Momo, grupos de tambor de crioula, as tribos de índios como os Sioux, Tapiaca Uhu, Upaon Açú, Carajás, Curumim, Guarani, Itapoan, Kaiopó, Kamayurá, Tupinambás e Tupiniquins, alé, dos blocos afro como o Abibimã, Abiyeye May, AiyêAmadê, Aruanda, Akomabu; Didara, Gdam, Jurumê, Neto de Nanã e Officina Afro. O cortejo segue da Vila Gracinha/Casa das Minas (tradicional casa de culto mina) até o largo da Caroçudo.

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Neste ano, os foliões ainda não sabem como se dará a festa, que tem início nesta sexta-feira (9), pelo menos no circuito da Madre Deus. É que a prefeitura não divulgou como será a programação do tradicional circuito carnavalesco. Nas redes sociais, foliões, representantes de brincadeiras pedem explicações à Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

A única menção ao carnaval de rua, no perfil da Secult em uma rede social, se resumiu a falar sobre o cortejo mas sem indicativo de apresentação da programação. “É pra descer com o cortejo, viu? O nosso carnaval da Madre Deus começa com o cortejo dos Blocos Tradicionais e Tribos de índios na Vila Gracinha e todos se encontram no Largo do Caroçudo. Prepara a maisena e caia na folia!”, diz o post. 

Nos comentários diversas reclamações e pedidos de informação. “Boa tarde, tô saindo de Belém com alguns amigos pra curtir o carnaval em SLZ. Queria saber qual a previsão pra vcs postarem a programação completa. Até agora só vi a do governo do estado, mas ainda nao encontrei a de blocos tradicionais da cidade”, diz o post de um turista. “A programação, meus amores, por obséquio”, pedia uma foliã.

A programação do desfile das escolas de samba de São Luís e a disputa entre os blocos tradicionais, realizados nos quatro dias de folia momesca foram transferidos para o final de semana seguinte ao carnaval.

A mudança da data do desfile veio após uma reunião entre representantes da prefeitura de São Luís e escolas de samba. Houve atraso na publicação do edital e não ocorreu o repasse dos recursos para as escolas. Com a mudança, as escolas, entre elas a Turma da Mangueira, Flor do Samba, Turma do Quinto, Favela do Samba, Marambaia do Samba, Unidos de Fátima e Império Serrano, vão desfilar nos dias 23 e 24 de fevereiro. Ainda não há um acordo para o desfile dos blocos.

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A Agência Brasil entrou em contato com a secretaria para saber sobre a programação, mas não obteve retorno. A reportagem também questionou o tratamento dado às agremiações, blocos e demais brincadeiras, também sem retorno.

Se o circuito de rua passa pela indefinição sobre a programação, o mesmo não pode ser dito sobre o novo circuito criado pela prefeitura e chamado de Cidade do Carnaval, na região do centro histórico. No local foi construído um palco para a apresentação de shows. Na programação estão previstas as apresentações, entre outras, de Manu Bahtidão, nesta sexta de carnaval, do Grupo Olodum, no dia 11, e do DJ Alok e Iguinho & Lulinha, no dia 13.

Ao lado do palco, na Praça das Mercês, há também um espaço para vários DJs da cidade, batizado de Tenda Hot Space. Além disso, a prefeitura criou o Espaço Multicultural Reggae e o Afro Palco, dedicados aos artistas locais.

Programação estadual

A programação do governo do estado também privilegiou a contratação de artistas de expressão nacional. A sexta-feira de carnaval começa com shows dos cantores Zé Vaqueiro e Gusttavo Lima, que abrem a programação oficial no Circuito Litorânea. Ao todo, serão 16 atrações nacionais e 51 de artistas locais nos circuitos da Avenida Litorânea e no Circuito Beira-Mar, no centro de São Luís.

Entre os shows contratados estão os de Matheus e Kauan, Eric Land, Tierry, Chiclete com Banana, Flávia Bittencourt recebe Àttooxxá, Zeca Baleiro, Wesley Safadão, Jonas Esticado, Cláudia Leitte, Lauana Prado, Matraca Elétrica, É o Tchan, Belo e Geraldo Azevedo.

Segundo o governo do estado, o primeiro dia de folia, no Circuito Litorânea, vai receber os shows dos grupos maranhenses Samba da Tamarineira, Mix in Brazil, da cantora Iara Costa e do grupo de samba Feijoada Completa, que encerrará a festa.

Fonte: EBC GERAL

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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

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O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

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Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

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