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Concerto homenageia Tchaikovsky e abre projeto Municipal ao Meio-Dia

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Um concerto sinfônico, que homenageia os 130 anos de morte do compositor russo Tchaikovsky, considerado um dos maiores gênios da música erudita, dará início à Série Celebrações 2023 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira (20), às 12h, será realizado o primeiro concerto, abrindo o projeto Municipal ao Meio-Dia, com preços populares (R$ 2) e em horário alternativo. No sábado (22), o segundo concerto está programado para as 17h, dentro da programação normal do teatro. O patrocínio é da Petrobras. A classificação é livre.

O programa inclui o Concerto para violino em Ré Maior, Opus 35, e o Concerto para piano nº 1, em si bemol menor, Opus 23, que serão executados pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal (OSTM), tendo como solistas Ricardo Amado (violinista) e Alvaro Siviero (pianista). A regência será de Felipe Prazeres, maestro titular da OSTM.

“Tocar Tchaikovsky é sempre um prazer para quem escuta, para quem executa. É um prazer para quem vai fazer solo. Esses dois concertos que vamos abordar, tanto para violino quanto para piano, fazem parte da galeria dos grandes concertos para instrumento e orquestra. Eles já fazem parte do grande repertório sinfônico; são obras muito celebradas no Rio de Janeiro. Agora, a gente vai reviver esse momento com Tchaikovsky, no próximo sábado”, disse Prazeres à Agência Brasil.

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Construção

Prazeres comentou também a nova iniciativa do teatro, que é o Municipal ao Meio-Dia, para atrair público no horário do almoço. “É uma oportunidade para estar no Municipal e usufruir de um concerto, um ensaio, com a orquestra construindo um repertório e participando dessa construção. É muito interessante as pessoas verem um ensaio, como é elaborado esse trabalho até a gente chegar ao resultado, que vai ser a ‘performance’”, disse o maestro.

Para a presidente da Fundação Theatro Municipal, Clara Paulino, o projeto é mais um passo rumo à democratização de acesso ao equipamento, “aproximando o carioca dessa instituição centenária”.

Entre 60 e 65 músicos compõem o efetivo da OSTM. “É uma orquestra completa, com todas as famílias (de instrumentos) sendo representadas. É uma grande orquestra sinfônica, bem condizente com a forma de Tchaikovsky, no auge do romantismo, escrever, utilizando tudo que tinha a seu favor”, completou Felipe Prazeres. O pianista convidado, Alvaro Siviero, explicou que o Concerto para piano, Opus 23, em especial, pede ao solista uma entrega plena, devido ao caráter fortemente romântico da obra. “Todas as vezes que o interpreto, revigoro minha vida como músico. Espero que os presentes também saiam dessa apresentação renovados, revigorados, transformados. Essa é a finalidade da boa música”.

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Palestras

Antes de cada espetáculo haverá uma palestra gratuita. A primeira, programada para as 11h45 de hoje, será realizada na Sala de Espetáculos, terá como tema Uma Conversa com Tchaikovsky e contará com a participação de Eric Herrero, diretor artístico do TMRJ; e Antonella Pareschi, primeiro violino da orquestra. No dia 22, a palestra ocorrerá às 16h, no Salão Assyrio, com o tema Tchaikovsky e o brilho da orquestração. Participam o pianista Alvaro Siviero e Priscila Bomfim, regente titular do Coro do Theatro Municipal. A mediação será de Jayme Chaves., pesquisador e editor de programas da diretoria artística da instituição.

No concerto de sábado (22), os preços variam de R$ 15 (galeria lateral e galeria central); R$ 30 (balcão superior lateral e balcão superior), R$ 40 (plateia e balcão nobre) até R$ 60 (frisas e camarotes ingresso individual) ou R$ 360 (frisas e camarotes seis lugares). Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site https://theatromunicipalrj.eleventickets.com/#!/evento/425b777d1fc9fe47c28a8795c6a2255f7ee615f2.

Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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