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CriaBrasil discute, no Rio, economia criativa e sustentabilidade
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Com o tema Economia Criativa e Sustentabilidade, o evento CriaBrasil, idealizado por duas empresas e com patrocínio da prefeitura carioca, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, ocupa o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, hoje (2) e amanhã. A promoção é gratuita.

Em formato presencial pela primeira vez após a pandemia da covid-19, o CriaBrasil reúne diversas ações interativas que unem cultura, educação, inovação e economia criativa. O objetivo principal é fomentar a cadeia de economia criativa.
Ao todo, 112 startups (empresas emergentes) participarão de oficinas, respondendo a desafios e apresentando soluções. As startups concorrerão ainda a prêmios na Maratona de Impacto Positivo, voltada também a instituições do terceiro setor, empreendedores e empresas de universidades.
Amanhã, os três melhores projetos de impacto, escolhidos por curadores, receberão prêmios em dinheiro, sendo R$ 5 mil para o primeiro colocado; R$ 2 mil para o segundo; e R$ 1 mil para o terceiro. Além disso, os vencedores receberão mentoria para continuar acelerando seus negócios.
Inscrições
Para se inscrever na maratona, os interessados têm de ter um ou mais projetos que atendam a um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). À tarde, serão realizados painéis, palestras e apresentações gratuitos e abertos ao público.
Haverá também premiações para os Parceiros do Pacto Global, nas categorias academia e empreendedor. Serão entregues selo de validação às melhores iniciativas que estejam apoiando a causa dos ODS da ONU.
Os painéis serão compostos por diversos representantes de empresas e instituições consideradas referência em projetos de impacto, inovação, sustentabilidade e tecnologia.
Os interessados em participar da Maratona de Impacto Positivo, conhecer quem são os palestrantes ou se inteirar da programação podem acessar o CriaBrasil no Sympla.
Hoje, as palestras têm os seguintes temas: Brasil no Centro do Mapa e O Futuro Sustentável das Cidades e o Papel da Economia Criativa.
Educar para Inovar e Criando uma empresa Sustentável são os assuntos desta quinta-feira (3).
As duas edições anteriores foram realizadas online durante a pandemia. Já a primeira, em 2019, ocorreu na Biblioteca Parque e foi destinada a estudantes e professores das escolas públicas municipais.
Edição: Kleber Sampaio
Fonte: EBC Geral
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.