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Exposição sensorial sobre a Mata Atlântica permite sentir a floresta

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Uma exposição para sentir a Mata Atlântica. Essa é a proposta da mostra Nhe’ẽ ry – Onde os Espíritos se Banham, em cartaz no Museu das Culturas Indígenas, na capital paulista. O museu da Secretaria da Cultura e Economia Criativa de São Paulo é gerido de forma compartilhada com diversos povos e comunidades indígenas.

A expressão Nhe’ẽ ry, que dá nome à mostra, é usada pelo povo guarani para denominar a Mata Atlântica. “Nhe’ẽ ry pode ser traduzida como lugar onde os espíritos se banham. É também uma denominação para a Mata Atlântica, mata que é formada por muitos riachos e rios e é um lugar onde há muita água”, explicou Marília Marton, secretária de cultura e economia criativa, em entrevista à Agência Brasil.

Nhe’ẽ ry é uma espécie de santuário, base de existência e resistência dos povos que nela habitam. “Cada elemento da mata tem seu espírito e seu modo de vida, então quando nós indígenas falamos dos espíritos da mata, estamos considerando toda a vida nela presente: floresta, animais, rios e nascentes. Onde há vida, há espíritos”, explica Sonia Ara Mirim, uma das curadoras da exposição, por meio de nota.

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A proposta da exposição é trazer a visão desses espíritos que habitam a floresta e sensibilizar o público sobre a importância da Mata Atlântica para o planeta, bioma que se estende por 17 estados brasileiros e é considerado patrimônio nacional.

Para essa experiência mais ampla, o visitante vai perceber a Mata Atlântica explorando seus sentidos, em uma vivência sensorial. “Essa é uma exposição que não é imersiva, mas tem uma parte para você ouvir e sentir os sons da nossa Mata Atlântica. Quando você anda pelos espaços, eles [curadores e artistas] fizeram questão de colocar várias mudas de plantas da nossa Mata Atlântica. E tem também vários pontos onde você pode colocar o ouvido em uma cabaça para ouvir histórias. É uma exposição muito sensorial”, informou a secretária.

Temas

A mostra foi dividida em quatro eixos temáticos: Caverna dos Sonhos, Pedra que Canta, Viveiro de Plantas e Cartografias da Floresta. O primeiro deles é Caverna dos Sonhos, onde o visitante vai enxergar a mata a partir de projeções, que também simulam os sons lá produzidos.

Já no espaço Pedra que Canta, uma instalação multimídia vai reproduzir os depoimentos e cantos feitos pelos guardiões da floresta. Em Viveiro das Plantas, o visitante irá conhecer mais de 60 espécies nativas. E em Cartografias da Floresta, serão apresentadas informações para o público sobre os povos que habitam esse território, o patrimônio de fauna e flora e a legislação de proteção desse bioma.

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Outras atrações da mostra são um periscópio – pensado para reproduzir a cidade com imagens da floresta sobrepostas por filtros –, e um caleidoscópio, que multiplica e distorce a vista do Parque Água Branca, que fica ao lado do museu.

“As pessoas que visitarem a exposição poderão tocar, sentir cheiros, olhar e ouvir. É uma exposição bem bacana, bem sensorial”, definiu Marília Marton.

A mostra tem curadoria de Sonia Ara Mirim, Cris Takuá, Carlos Papá e Sandra Benites. O Museu das Culturas Indígenas abre de terça a domingo, das 9h às 18h, com horário estendido até as 20h, nas quintas-feiras. Os ingressos custam R$ 15 a inteira e R$ 7,50 a meia. Mais informações podem ser obtidas no site do museu.

Fonte: EBC GERAL

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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

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O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

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Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

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