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Festival celebra cultura indígena em aldeia guarani no Jaraguá, em SP

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A Casa de Reza foi a primeira parada para quem aceitou o convite, na manhã deste domingo (29), para conhecer o território guarani na capital paulista durante a primeira edição do Festival Yvy Porã “Jaraguá é Guarani”. Com as danças tangará e xondaro, os guarani acolhem os participantes em uma das atividades previstas na programação: a Trilha Tape Porã (Bom Caminho) pela Mata Atlântica. “Os guerreiros [na dança] recebem as pessoas mostrando que a nossa forma de resistir é desviando dos obstáculos que aparecem, não lutando”, explica o xondaro Tiago Karai, um dos guardiões da terra indígena.

“É uma oportunidade de o nosso território dialogar com vocês, e vocês dialogarem com o nosso território. Que através da informação e do diálogo a gente consiga quebrar esse preconceito e essa ignorância”, diz Karai ao receber os convidados. A Terra Indígena (TI) Jaraguá ainda enfrenta disputas judiciais para a demarcação de terra definitiva. Em 2017, a Portaria 693 do Ministério da Justiça e Segurança Pública reduziu a extensão da TI a 1,7 hectare, quando o processo de demarcação indicava que a reserva deveria ser de 512 hectares. Uma liminar, naquele mesmo ano, suspendeu a portaria.

A primeira parada, após a apresentação na Casa de Reza, é o Meliponário, o espaço Eira Nhangareko, que reúne apenas algumas caixas das mais de 500 que são mantidas no território. São espécies nativas sem ferrão, chamadas de abelhas indígenas. “As abelhas nativas sempre tiveram um vínculo sagrado com o povo guarani, o nosso nome sagrado vem das velas feitas pela cera da abelha e da casca dessas árvores que a gente está vendo aqui, como o cedro”, explica Karai. São criadas nove espécies de abelhas que já estavam extintas naquele território. “A gente protege a onça amarela, a mandaçaia, a mandaguari, a tubuna, a arapuá, a jataí, mirim, a marmelada, a borá”, enumera.

Festival Jaraguá é Guarani Yvyporã na aldeia Tekoa Yvy Porã, em Vila Jaraguá, zona oeste da capital paulista. Festival Jaraguá é Guarani Yvyporã na aldeia Tekoa Yvy Porã, em Vila Jaraguá, zona oeste da capital paulista.

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Trilha também incluiu uma apresentação de armadilhas guaran na aldeia Tekoa Yvy Porã, em Vila Jaraguá, zona oeste da capital paulista. – Rovena Rosa/Agência Brasil

A trilha também incluiu uma apresentação de armadilhas guarani, no espaço Jeporaka Reko Reguá. Os indígenas explicam que, mesmo sem praticar a caça, esse conhecimento ancestral é repassado de geração a geração, fortalecendo raízes milenares. Lúcia Rodrigues, 68 anos, veio para o festival com amigos. Ela não conhecia a TI e, apesar de observar certa precariedade, disse ter se sentido transformada pela visita. “É triste que um povo tenha que pedir pela sua sobrevivência, mas, ao mesmo tempo, é muita coragem”, pontua. O passeio pela mata termina com uma música tradicional guarani, antes de retornar para as demais atividades da programação.

A estudante de arquitetura Isabela Cabelo, 22 anos, mora em Santana, um bairro da zona norte paulistana, e não sabia da existência do território indígena. “É muito importante saber e conhecer essa luta que é desde sempre. Todo mundo deveria apoiar a causa”, disse à Agência Brasil. Ela estava acompanhada do analista de marketing Josué Assis, 21 anos, que também não conhecia a TI e se disse surpreso com o território dentro de São Paulo. “A história sempre me comove, então entender as nossas raízes, de onde viemos, é muito importante”, apontou.

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Programação

Além da trilha, o festival apresentou diversas atrações da cultura guarani, como venda de comidas típicas, artes plásticas e artesanato. Ao longo do dia, foram feitas rodas de conversas sobre temas como os dialetos indígenas, juventude e prevenção, política e resistência.

Nas atrações musicais, se apresentaram o Coral Guarani Mbya, Xondaro Nômade, Karaí Ruvixá, Owerá, Eric Terena, Brisa Flow, Ian Wapichana, Kantupac, Dead Bolsonnaro’s, Carlos Xavier, Katu Mirim e Indaiz.

Edição: Juliana Andrade

Fonte: EBC Geral

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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

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O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

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Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

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