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Festival Latinidades celebra mulher negra latino-americana
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Considerado o maior festival de mulheres negras da América Latina, o Latinidades começa esta semana em Brasília. Com o tema Bem Viver, o evento, no Museu Nacional, celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, lembrado em 25 de julho. A programação, a partir da próxima quinta-feira (6), inclui oficinas, painéis, conferências, shows, palestras e mesas de debate com especialistas nacionais e internacionais. 

O evento permanece na capital federal até domingo (9) e passa ainda pelo Rio de Janeiro, no dia 15; por São Paulo, de 21 a 23; e por Salvador, de 29 a 30 de julho. Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a idealizadora e diretora do festival, Jaqueline Fernandes, explica que se trata de um espaço de articulação política e cultural. A edição deste ano propõe uma discussão: no lugar do lucro e do desenvolvimento desigual, o cuidado com as pessoas e o planeta.
“A gente está discutindo isso no Latinidades sobre várias perspectivas. O que é o bem viver do ponto de vista de acesso à política pública, à reparação, ao cuidado, ao auto cuidado. É um olhar de forma transversal para a pauta do bem viver como um conjunto de políticas e práticas integrativas que garantam o acesso de mulheres negras a esse bem viver”, explicou.
Na conversa, Jaqueline destaca ainda a importância de expandir o debate para todo o continente.
Confira os principais trechos da entrevista:
Radioagência: A criação do Festival Latinidades foi motivada pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho. O que une essas mulheres, independentemente de suas regionalidades?
Jaqueline Fernandes: Primeiro, é importante dizer que a gente foi motivada pelo 25 de julho, Dia da Mulher Afrolatino-americana e Caribenha, mas, junto com isso, a gente foi motivada pelo fato de vivermos no Distrito Federal e de sermos mulheres negras e periféricas. Brasília tem uma população majoritariamente negra (58%). A gente tem uma grande dificuldade de reconhecimento dessa negritude. As pessoas não veem Brasília como uma cidade negra, não imaginam esse percentual. Então, a gente queria unir as duas coisas: mostrar para o Brasil que existe essa população potente de mulheres negras do Distrito Federal e também celebrar o 25 de julho.
Radioagência: Existe uma demanda que a gente pode eleger como principal, que une todas essas mulheres?
Jaqueline Fernandes: Essa demanda continua sendo a superação do racismo e do machismo na América Latina e no Caribe, que é essa herança realmente escravocrata. É poder pensar em políticas públicas para o acesso de mulheres negras à saúde, à educação, à moradia. É reconhecer os saberes, os fazeres e as contribuições das mulheres negras para a sociedade. É olhar para políticas de ações reparatórias pensando nesse histórico de exclusão e desigualdade das mulheres negras dentro da sociedade.
Radioagência: O tema do festival este ano é Bem Viver. Como foi o processo de escolha e a que o tema se propõe exatamente?
Jaqueline Fernandes: O bem viver tem seu conceito mais conhecido nos povos originários dos Andes e vem como uma contraposição ao modelo – mesmo antes desse modelo existir – que a gente vive hoje, dentro do sistema capitalista, que é o desenvolvimentismo, a exploração desmedida da natureza e dos seres humanos. Essa visão originária se encontra em toda a América Latina com visões de povos das florestas, da diáspora negra. E hoje ela ganha um corpo, um olhar milenar, mas que ainda está muito atual e vem sendo encorpado pelo movimento de mulheres negras desde 2015, quando foi tema da Marcha de Mulheres Negras.
Radioagência: O evento traz mulheres com diferentes áreas de conhecimento, de várias regiões do país e também de outros países. É um espaço de articulação política?
Jaqueline Fernandes: Sim, é um espaço de articulação política sobretudo que vem desse legado. Em 1992, quando as mulheres se reuniram para o primeiro encontro de mulheres negras afro-latinas e caribenhas da diáspora, cada uma veio de um país, se comunicavam por carta, não tinham e-mail ou outras maneiras de fazer isso mais facilmente, como a gente faz hoje. Então, elas fizeram um grande esforço para se encontrarem e para, a partir dali, compreenderem que a criação de uma data era um marco político. O que a gente faz é simplesmente dar continuidade a essa luta, ao que foi determinado por essas mulheres. E, como esse encontro foi internacional e o Dia da Mulher Negra é internacional, faz muito sentido também que o Latinidades seja internacional.
A gente articula de 10 a 15 países, todos os anos, como convidados. Ao longo do ano, a gente tem também um processo de articulação, influência política e trabalho de base. A gente tem participado de eventos em outros países e, em 2022, começamos a levar o festival para outros países. Temos uma publicação trilíngue que já passou por algumas universidades negras nos Estados Unidos e também na Colômbia. Então, estamos em um processo de internacionalização do festival e todo esse movimento que a gente faz, com certeza, a partir da cultura, é político.
Radioagência: Após 16 anos, o festival agora sai de Brasília e vai para outras cidades. Qual é a importância de expandir dentro do país o festival?
Jaqueline Fernandes: Em 2019, a gente fez uma edição do festival em São Paulo, mas esse é o primeiro ano que a gente vai fazer mais de uma edição em outros lugares no mesmo mês. A gente começa em Brasília e depois vai para o Rio de Janeiro, São Paulo e finaliza em Salvador. Há alguns anos, a gente recebe caravanas de outros estados dentro do festival. Caravanas que são auto gestadas. Acho que a gente nunca organizou nenhuma caravana. As pessoas se organizavam autonomamente para vir e essas pessoas sempre demandavam que o Latinidades fosse para tal cidade. E foi assim que surgiu a ideia de a gente poder ocupar outros territórios.
Acho que o Latinidade tem sido um projeto pioneiro, de referência ao dia 25 de julho no Brasil. E, expandindo o festival para outras cidades, a gente se soma a outras iniciativas pelo Brasil que estão buscando justamente fazer essa data ganhar corpo. Uma data muito conhecida pelos movimentos sociais, mas que precisa crescer cada vez mais e ser conhecida pela grande mídia e pela sociedade em geral.
Radioagência: O foco principal do Latinidades são mulheres negras, mas certamente vai haver pessoas não negras e homens que ficam se perguntando se são bem-vindos e se podem participar.
Jaqueline Fernandes: Todas as pessoas são bem-vindas na luta antirracista e anti machista. O que a gente está fazendo é criando um festival onde as mulheres negras são protagonistas. Então, no palco, só teremos mulheres negras. Nos espaços de fala, de decisão, de curadoria, de produção, somos todas mulheres negras, mas pessoas não negras são totalmente bem-vindas como público e para construir, evoluir com a gente nessa luta. É um festival de mulheres negras para toda a sociedade. Para participar do evento, baste acessar o site do evento.
Fonte: EBC GERAL
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Promoção “O Máximo em Jogo”, de TNT Energy, leva consumidores brasileiros para um jogo da NBA nos Estados Unidos
TNT Energy, marca de bebidas energéticas do Grupo Petrópolis, anuncia a promoção “O Máximo em Jogo”, que vai levar consumidores brasileiros para uma experiência especial: viajar com um acompanhante para assistir a um jogo da NBA nos Estados Unidos.
A iniciativa segue a mecânica “compre, cadastre e concorra”. Ao todo, três participantes no Brasil serão sorteados para acompanhar ao vivo uma partida da temporada regular da principal liga profissional de basquete do mundo, reforçando a conexão da marca com os fãs do esporte e do estilo de vida que os cerca.
Além da experiência internacional, a promoção inclui centenas de prêmios instantâneos. Para participar, basta comprar produtos TNT (energéticos ou bebidas esportivas) e cadastrar o cupom fiscal no site oficial da promoção. A cada unidade comprada, o consumidor recebe um número da sorte. As chances de ganhar podem ser ainda maiores: na compra de latas de 473 ml da linha de sabores — exceto as versões Original e Original Zero — e de TNT Sport Drink, os números da sorte são dobrados.
Ao longo da promoção, os participantes podem acumular números da sorte para concorrer aos sorteios das viagens, enquanto os prêmios instantâneos podem ser revelados a cada novo cadastro.
A campanha é válida em todo o território nacional até 31 de agosto de 2026. É importante guardar todos os cupons fiscais, pois eles podem ser exigidos no momento da entrega do prêmio. Mais informações e o regulamento completo estão disponíveis em www.promocaotnt.com.br.
SOBRE O TNT ENERGY DRINK – Lançado em 2009, TNT Energy Drink é a marca de energéticos do Grupo Petrópolis e está presente em 20 estados brasileiros. Unindo energia, sabor e funcionalidade, aposta em inovação para atender diferentes perfis de consumidores e conta com um portfólio diversificado com 11 opções de sabores como o Original, Original Zero, Tangerina, Maçã Verde e Pêssego. A linha Focus é enriquecida com colina, ideal para auxiliar no foco e na concentração, disponível nos sabores Focus Fantasy, Pink Lemonade e Focus Berry. Já a linha Juice, conta com os sabores Mango Summer e Tropical Vibes.
SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS - O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks by Itaipava, Crystal Ice, Cabaré Ice e Blue Spirit Ice; os energéticos TNT Energy e Magneto; os refrigerantes It!, Tik Tok e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 140 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.
Para mais informações:
Néctar Comunicação Corporativa – grupopetropolis@nectarc.com.br
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