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Grupo Especial retorna à Sapucaí depois de dois anos sem carnaval

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Quando a sirene tocou e o portão se abriu, a elite do carnaval voltou a se exibir na Marquês de Sapucaí, na noite desta sexta-feira (22), após dois anos afastada do templo do samba. A apresentação das seis primeiras escolas do Grupo Especial começou pontualmente às 22h.

A abertura coube à Imperatriz Leopoldinense, da carnavalesca Rosa Magalhães, com o enredo Meninos eu vivi… Onde canta o sabiá, onde cantam Dalva e Lamartine!. É uma homenagem a Arlindo Rodrigues, carnavalesco que levou a Imperatriz ao primeiro campeonato, em 1980.

Imperatriz Leopoldinense abre o desfile do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro 2022 Imperatriz Leopoldinense abre o desfile do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro 2022

Imperatriz Leopoldinense abre o desfile do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro 2022 – Tomaz Silva/Agência Brasil

Como já é tradição, a força do carnaval de Rosa está nos detalhes dos carros-alegóricos e das fantasias, tudo construído com muita perfeição e técnica.

A comissão de frente apresentou, como tripé, uma locomotiva e um vagão ladeado por espelhos. Em cima do Trem das Lembranças, vieram integrantes representando Lamartine Babo, enredo de 1981, quando a Imperatriz conquistou seu segundo título, e Dalva de Oliveira, homenageada no último carnaval de Arlindo, em 1987.

Entre o casal de mestre-sala e porta-bandeiras e a primeira ala, a escola trouxe um tripé com uma enorme escultura móvel de Arlindo, que aplaudia a entrada da agremiação. As alas e alegorias também fizeram referências aos carnavais que ele preparou para o Salgueiro, onde ele conquistou cinco títulos entre as décadas de 60 e 70, e para a Mocidade, onde foi campeão em 1979.

Em seguida, foi a vez da Mangueira, que este ano homenageou três grandes personalidades da escola: Jamelão, Delegado e Cartola. O desenvolvimento do enredo Angenor, José e Laurindo coube, mais uma vez, a Leandro Vieira. Ao entrar na avenida, a Mangueira levantou grande parte do público nas arquibancadas. A comissão de frente inovou com uma troca de roupas relâmpago. Em segundos, os dançarinos trocaram suas vestimentas nas cores preta, branca e cinza por ternos verde-rosas.

A Mangueira do passado foi lembrada no carro abre-alas, Teu Cenário é Poesia, que trouxe esculturas caricaturais dos três artistas e o sambista Serginho do Pandeiro, fazendo as tradicionais acrobacias com seu instrumento musical.

Mangueira é a segunda escola a desfilar no primeiro dia do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro 2022 Mangueira é a segunda escola a desfilar no primeiro dia do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro 2022

Mangueira é a segunda escola a desfilar no primeiro dia do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro 2022 – Tomaz Silva/Agência Brasil

Durante o desfile, o intérprete principal, Marquinho Art’Samba, passou mal e teve que ser atendido pelo Corpo de Bombeiros. Apesar disso, a verde e rosa movimentou as arquibancadas com muitos aplausos diante das exibições da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta bandeira.

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Terceira escola a pisar na avenida, o Salgueiro, do carnavalesco Alex de Souza, propôs uma reflexão sobre o legado dos africanos escravizados para o país, com o enredo Resistência.

A escola passeou pelos diferentes aspectos da cultura negra no Rio de Janeiro, como o candomblé, a umbanda, o pagode, o jongo, o funk e a capoeira, e pelos locais onde essas manifestações resistem, como os terreiros, a Pedra do Sal, o Cacique de Ramos e o Viaduto de Madureira.

A comissão de frente apresentou a dança dos heróis negros, com bailarinos pintados de bronze, como se fossem esculturas que merecem estar em destaque em locais públicos da cidade, como Xica Da Silva, Ruth De Souza, Machado de Assis e André Rebouças. O tripé apresentou ainda efeitos de fumaça e areia.

Uma ala de bailarinas chamou a atenção no desfile. Era uma homenagem a Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra brasileira, que marcou sua participação na história da escola. Para representar Mercedes, quem estava na avenida era Ingrid Silva, também bailarina negra, integrante do Dance Theatre of Harlem, de Nova York.

Uma alegoria que também teve destaque foi a Black Carioca que simbolizava o conhecido Baile Charme embaixo do viaduto Negrão de Lima, em Madureira, na zona norte. O funk também foi representado neste setor do desfile. O último carro, a Resistência Continua questionou o racismo e a violência contra a população negra.

Quarta escola a ocupar a Sapucaí, a São Clemente apostou em uma homenagem ao humorista Paulo Gustavo, morto por covid-19 no ano passado. Com o enredo Minha vida é uma peça, o carnavalesco Tiago Martins lembrou do ator com saudades, mas sem tristeza, fazendo a arquibancada vibrar com as passagens do ídolo da comédia.

No início do desfile, a escola teve problemas para acoplar as duas partes do carro abre-alas.

O que também apresentou problemas foi o tripé da comissão de frente, um imenso camarim, suas luzes não se acenderam e ele ficou parado por alguns minutos na avenida, antes de chegar até a cabine dos jurados.

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A comissão trouxe drag queens com vestidos nas cores do arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQI+. Na apresentação aos jurados, as drags subiram no tripé e parte delas foi substituída por integrantes vestidos como Dona Hermínia famosa personagem do humorista. Uma cortina se abriu para revelar a mãe de Paulo, Déa Lúcia, sentada em um sofá amarelo.

Dona Hermínia também foi lembrada na fantasia da bateria e em uma das alegorias. Apesar dos problemas, a escola conseguiu terminar o desfile dentro do tempo limite.

Em seguida, foi a vez da Viradouro, atual campeã, que busca seu terceiro título. O enredo foi o carnaval de 1919, após a pandemia da gripe espanhola, que matou milhões pelo mundo, com o enredo Não há tristeza que possa suportar tanta alegria, dos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon.

A Viradouro levou alegorias e alas com fantasias representando blocos e figuras carnavalescas. A plateia vibrou com a apresentação da bateria que tem à frente Mestre Ciça. Em vários momentos durante o desfile e, em especial, diante das cabines dos jurados, os ritmistas se abaixavam e no meio deles surgiam cinco ritmistas que faziam a marcação com pratos metálicos. 

A responsabilidade de fechar o primeiro dia coube à Beija-Flor de Nilópolis, com um tema falando da cultura negra na formação do povo brasileiro, com o enredo Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor, desenvolvido por Alexandre Louzada.

O desfile teve início com a utilização das cores pretas e azul intenso com um abre alas que se dividia em três partes. Na da frente tinha um beija-flor, símbolo da escola. Mas já no segundo carro começaram as dificuldades, por não conseguir colocar todos os destaques em cima da alegoria, o carro ficou parado ainda na concentração antes de virar para a avenida.

Com a desistência de incluir todos os destaques, o carro finalmente foi movimentado, mas já tinha causado transtornos na harmonia da escola, com um buraco entre as alas.

O outro que ficou emperrado na concentração foi o quarto carro chamado de Escrevivências que mostrava uma favela com muitos livros. Depois de resolvido o problema, o carro entrou na avenida e seguiu o desfile até o fim. A escola terminou o desfile já com o sol raiando no horizonte.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Geral

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Itaipava convoca Ronaldinho Gaúcho para ser embaixador da marca e revela o “segredo” de seu passe mais icônico

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A cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis, anuncia Ronaldinho Gaúcho como seu mais novo embaixador, no território do futebol. O anúncio revela, com humor, o segredo de um dos lances mais emblemáticos da história do futebol brasileiro envolvendo o craque.

Ídolo dentro e fora de campo, Ronaldinho segue como um dos nomes mais reconhecidos e carismáticos do futebol, com forte conexão com a torcida brasileira. Agora, ele passa a representar a marca em uma parceria que une futebol e identidade nacional.

Criada pela WMcCANN, a ação revela o segredo por trás da jogada que marcou gerações: o icônico movimento em que o craque olha para um lado e toca a bola para o outro – um lance que encantou torcedores e segue vivo no imaginário popular.

E quem revela o segredo é o próprio Ronaldinho. Em tom leve e bem-humorado, o atleta conta que tudo começou em um jogo entre amigos, em um campinho ao fim de tarde. É nesse cenário que o público descobre o que estava por trás do movimento. Mais do que confundir o adversário, o olhar do jogador estava direcionado a algo que chamava atenção fora das quatro linhas: uma garrafa de Itaipava gelada ao lado do campo.

“Também, quem resiste a uma Itaipava? Receita brasileira, ingredientes de qualidade… a minha cerveja com muito orgulho”, comenta o craque, reforçando o tom leve e descontraído da parceria.

O anúncio de Ronaldinho Gaúcho como embaixador de Itaipava reforça a identificação da marca com o futebol. A parceria é realizada em colaboração com a BDB BR, responsável pela seleção, curadoria e gestão do talento.

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“O brasileiro aprecia tomar uma cerveja quando vê futebol e a Itaipava retornou com tudo a esse território: patrocinamos os amistosos e as eliminatórias no ano passado e fomos a cerveja oficial do Campeonato Paulista 2026”, diz João Netto, diretor de Marketing e Trade do Grupo Petrópolis. “A contratação do R10 reforça a tradição da marca no futebol”, completa.

“Ronaldinho é um ícone que traduz leveza e brasilidade, atributos que também estão no DNA de Itaipava. Trazer esse lance tão marcante para o centro da campanha foi uma forma de criar uma conexão genuína com o público, revelando uma história de forma inusitada e alinhada ao território da marca”, explica Diego Santelices, head de comunicação e mídia do Grupo Petrópolis.

“Partimos de uma verdade cultural muito forte: uma das jogadas mais conhecidas da história do futebol, feita por um dos ícones mais reconhecidos. A partir disso, construímos uma narrativa que surpreende todos os fãs do Ronaldinho e do esporte. Uma revelação divertida, conectando futebol e Itaipava de forma inusitada”, comenta Guilherme Aché, diretor de criação da WMcCANN.

Ao transformar um gesto consagrado em narrativa publicitária, Itaipava reforça sua estratégia de se conectar com o público por meio de histórias que fazem parte da cultura brasileira e de uma paixão nacional, que é o futebol. Ao lado de um ídolo que fez história e marcou gerações, a marca aposta nessa identificação da torcida brasileira com um dos melhores jogadores de todos os tempos, para fortalecer sua presença no cotidiano do consumidor.

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SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ) há 30 anos, Itaipava conquistou o consumidor brasileiro e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava.

SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Cabaré Ice, Fest Drinks, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; o refrigerante It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.

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