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Instituto apontou, há 4 anos, alto risco em 161 casas de São Sebastião

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Um relatório apresentado em dezembro de 2018 pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, mostrava que havia em São Sebastião 161 moradias em áreas de risco alto para deslizamentos. O documento apontou ainda que 2.043 moradias estavam em áreas de risco médio ou baixo para deslizamentos no município.

O documento do IPT não listou na área da Barra do Sahy, no litoral Norte, um dos locais mais afetados pelos temporais ocorridos no último domingo (19), nenhuma construção em situação de risco alto ou muito alto. Isso mostra, segundo o diretor técnico do IPT, Fabrício Mirandola, que o pode ter tido uma ampliação da ocupação irregular desde a publicação do relatório. Ele destaca ainda que, pelo relato dos moradores, as vítimas foram atingidas pela lama quando deixavam as residências.

“Parte das pessoas que foram atingidas não estavam mais dentro das casas, elas estavam nas ruas e nas vielas, saindo, fugindo das moradias. Quando a gente tem esse processo de liquefação do solo, esse material tende a seguir o caminho das ruas, porque a rua normalmente segue o caminho natural da água”, disse.

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Eventos mais recorrentes

O diretor ressalva ainda que o relatório de 2018 foi feito baseado em dados da média histórica de chuvas do local e não previa a ocorrência atípica das precipitações que atingiram a região no último domingo. Mas, segundo ele, o episódio recente pode indicar uma nova tendência.

“E aí a gente acaba tendo, menos de 10 anos depois, um evento que é quase cinco vezes maior do que esse [de 2014]. Realmente a gente vem tendo modificações no clima”, destacou. “Isso pode indicar, a gente não consegue cravar mas, pelo que a gente vem vendo dos históricos, que eventos extremos como esse eles vão ser mais recorrentes, e a gente precisa para preparado”, acrescentou.

Ele conta que o relatório faz referência a um temporal ocorrido em 2014 na região, que acumulou cerca de 180mm de chuva. Pelo modelo utilizado no documento, o instituto previu que uma nova chuva desse porte poderia voltar a ocorrer apenas daqui a 60 anos, previsão chamada tecnicamente de tempo de retorno.

Processo natural

Para o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, e diretor da Federação Brasileira de Geólogos, Fábio Augusto Reis, o evento ocorrido no litoral Norte é um processo natural da região e deverá continuar a acontecer no futuro.

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“Já ocorreram outros eventos, não com essa magnitude, mas eventos extremos na história do Brasil, na Serra do Mar. Isso vai continuar ocorrendo. Outros exemplos extremos vão ocorrer, isso faz parte do processo natural e a Serra do Mar é uma serra que sempre teve processos de deslizamentos, escorregamento, e vai continuar tendo”, disse.

Ele cita, como exemplo, os deslizamentos em série que ocorreram em 1967 no município de Caraguatatuba, também no litoral Norte, em que morreram cerca de 450 pessoas. “O evento de 67 foi muito pior. Só que, naquela época, tinha 15 mil pessoas morando em Caraguatatuba. Se aquele mesmo evento tivesse ocorrido hoje, estaríamos falando de milhares de pessoas mortas”.

“Então é isso que a gente tem que separar: o evento natural vai continuar. Agora, o grande problema está na ocupação, na ocupação desordenada que ocorre nessas cidades”, acrescentou.

Edição: Marcelo Brandão

Fonte: EBC Geral

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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

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O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

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Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

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