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Pesquisa do Sebrae aponta desafios do setor de TI no RJ

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Pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa do Estado do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) identificou desafios enfrentados pelas empresas do setor de tecnologia da informação (TI) no território fluminense. O analista da Coordenação de Empresas de Base Tecnológica do Sebrae-RJ, André Santana, disse hoje (17) à Agência Brasil que os principais desafios apontados por 61% dos empresários foram a questão de mão de obra qualificada. Segundo ele, esse “é um desafio mundial do setor de tecnologia em geral”, além do acesso a capital para investimento e do planejamento a longo prazo.

O levantamento foi divulgado esta semana e teve por objetivo conhecer o público do setor de TI, visando, inclusive, a realização de ações futuras do Sebrae RJ. Cerca de 300 empresários de todas as regiões do estado participaram da sondagem, realizada de julho a dezembro do ano passado. A pesquisa contou com empresas que atuam no desenvolvimento e distribuição de programas de computador – softwares – e serviços ou suporte técnico em tecnologia.

Reestruturação

Santana informou que o principal gargalo dentro das empresas está na área de marketing e gestão comercial: 50% das empresas pretendem reestruturar os seus modelos de negócio. “São os pontos que eles precisam mais aperfeiçoar”. Um dado relevante na visão do Sebrae é que 64% dos consultados disseram não ter hoje um modelo de negócios definido ou precisam reestruturá-lo. “Ou seja, eles precisam rever a sua forma de atuação”, apontou Santana.

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Na avaliação do analista do Sebrae RJ, as empresas de TI ainda demonstram amadorismo no que diz respeito às eficiências gerenciais. “Não é só olhar para o marketing e para as vendas. Tem que olhar para a gestão como um todo, aperfeiçoar a gestão financeira, de pessoas, para poder crescer”.

Ele explicou terem sido identificados, basicamente, dois perfis de empresas no setor. O primeiro envolve empresas mais estruturadas, mais maduras a nível gerencial, mas que ainda mostram problemas de marketing e gestão de vendas. A principal necessidade delas é o desenvolvimento de estratégias de marketing e comercial para ganho de mercado.

O segundo perfil é composto por empresas que, apesar de já estabelecidas no mercado, ainda precisam aperfeiçoar sua gestão empresarial, redefinir seus modelos de negócios e melhorar sua gestão financeira, gestão de processos, entre outros temas pertinentes à gestão.

Organização

De acordo com Santana, o mapeamento revelou que 76% dos empresários de TI não participam de associações, sindicatos ou coletivos de empresas. “Isso é ruim para a organização setorial porque eles não conseguem ser vistos. Não estão organizados”.

Os entrevistados se queixaram que há muita burocracia no ambiente de negócios no estado do Rio de Janeiro. Em contrapartida, foi constatado que faltam iniciativas de boa parte dos empresários para uma maior organização entre eles. Isso é considerado importante para que possam ter voz para conversar com o Poder Público.

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Segundo ele, organizar o setor e ter uma governança forte é um dos principais passos para que o ambiente de negócios possa melhorar. “Porque não adianta nada só o Poder Público agir, ter iniciativas do Sebrae ou de outras instituições se o próprio colegiado dos empresários não está organizado”.

O mapeamento também mostra um predomínio do sexo masculino na força de trabalho do setor de TI no estado: 91% da mão de obra são homens, o que reflete o cenário do setor no Brasil e no mundo. “Esse é um desafio geral do setor. É muito mais masculino”, concluiu Santana. Ele acrescentou, entretanto, já existirem iniciativas para buscar a diversidade de gênero entre os trabalhadores no setor. Uma delas é a capacitação de mão de obra feminina.

Grande parte do público que respondeu à pesquisa tem grau de instrução elevado. Oitenta e sete por cento possuem ensino superior ou grau maior de escolaridade. O estudo também mostra, em um dado trazido pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), que o estado do Rio de Janeiro é, atualmente, o segundo em participação de mercado interno em solução de software e serviços de TI, perdendo apenas para São Paulo.

Edição: Marcelo Brandão

Fonte: EBC Geral

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AACCMT contribui para diagnóstico nacional da atenção ao câncer infantojuvenil

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT) recebeu, no dia 11, a visita técnica do Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa que integra o projeto OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica e tem como objetivo levantar informações sobre a estrutura, os fluxos de atendimento e os principais desafios enfrentados por hospitais e instituições de apoio que atuam no cuidado de crianças e adolescentes com câncer em diferentes regiões do país.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN/SAES), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS. O Einstein Hospital Israelita atua como instituição executora.

A iniciativa busca construir um diagnóstico situacional da atenção oncológica infantojuvenil no Brasil, reunindo dados quantitativos e qualitativos que possam apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a rede de atenção no Sistema Único de Saúde e contribuir para a redução das desigualdades regionais no acesso ao cuidado.

Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à infraestrutura disponível, à composição das equipes, à organização dos serviços, aos fluxos assistenciais e à articulação com a rede de atenção. A proposta é compreender a realidade local a partir da escuta e da observação dos contextos de atendimento, ao mesmo tempo em que se reconhecem experiências, desafios e estratégias já desenvolvidas pelas instituições participantes.

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O Mapeamento contempla visitas e entrevistas com hospitais habilitados e não habilitados para o tratamento oncológico infantojuvenil, além de instituições de apoio, em diferentes estados brasileiros. Ao ampliar a compreensão sobre a jornada do cuidado, a iniciativa pretende gerar insumos que fortaleçam a tomada de decisão estratégica e contribuam para o aperfeiçoamento da atenção ao câncer infantojuvenil no país.

Para o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo, a participação no Mapeamento representa uma oportunidade de contribuir para a construção de um panorama nacional mais consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil, dando visibilidade à realidade vivida nos territórios e colaborando com esforços voltados ao fortalecimento da rede de cuidado.

“Participar deste mapeamento é uma oportunidade importante para contribuir com a construção de um diagnóstico nacional mais amplo e consistente sobre a atenção oncológica infantojuvenil. Ao compartilhar a realidade vivenciada em nosso estado, ajudamos a dar visibilidade e a colaborar para o fortalecimento das políticas públicas e da rede de cuidado destinada às crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer”, destaca o vice-presidente da AACCMT”, Benildes Firmo.

O OncoBrasil – Transformando a Jornada Oncológica atua em pontos estratégicos da jornada oncológica adulta e infantojuvenil no Brasil, com foco em conscientização e prevenção do tabagismo, formação e capacitação de profissionais e diagnóstico situacional da rede de atenção ao câncer. A proposta é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e da atenção oncológica no SUS por meio de ações integradas voltadas à prevenção, à qualificação profissional e à geração de evidências para subsidiar decisões estratégicas.

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Sobre a AACCMT
A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

Quem desejar colaborar pode entrar em contato em horário comercial pelos telefones (65) 3025-0800 ou (65) 99213-8300.

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