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Programação da TV Brasil traz obras selecionadas em editais públicos

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Nesta quinta-feira (21), entra na programação da TV Brasil a série independente Canal da Quebrada, que conta histórias de inovação e sucesso de moradores das periferias do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A série chega à emissora por meio do edital do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro – Prodav/TVs Públicas, que é uma parceria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Em setembro, a EBC passa a distribuir às televisões públicas (universitárias, comunitárias, educativas e culturais) as obras selecionadas pela terceira edição do Prodav. No total, são 75 obras das cinco regiões do país, sendo 46 documentários, 15 animações e 14 obras de ficção, que somam 238 horas de conteúdo.

A escolha dos programas, voltados a todos os públicos, foi realizada em janeiro de 2020. O primeiro edital de seleção foi publicado em março de 2018. Além do Canal da Quebrada, está disponível para distribuição a obra Mitos Vivos.  

Como acessar o conteúdo?

As emissoras públicas interessadas em ter acesso aos programas precisam assinar um termo de adesão, fazer cadastro e enviar os documentos de comprovação para a Central de Atendimento da EBC.

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Se a documentação estiver completa, a empresa receberá um login e senha para acessar os conteúdos.  

Para facilitar a identificação do material, as correspondências devem ser identificadas com o nome da obra, número do edital, nome da produtora e região do país onde a obra foi selecionada.  

O que é o Prodav/TVs Públicas?

O Prodav/TVs Públicas é uma parceria entre a Ancine, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul e a EBC para incentivar a produção de conteúdo regional e independente e também a oferta para as emissoras públicas de televisão.  

Cabe à EBC acompanhar o processo de produção dos conteúdos audiovisuais, validar tecnicamente as produções em conformidade com as normas técnicas da empresa e distribuir os programas às televisões públicas que aderirem.  

A primeira edição do Prodav/TVs Públicas foi lançada em 2014. A segunda edição ocorreu em 2015; e a terceira, em 2018. O programa ainda tem apoio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, da Associação Brasileira de Televisão Universitária e Associação Brasileira de Canais Comunitários.

Mais informações podem ser obtidas na página da EBC dedicada ao Prodav.

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Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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