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Especialista destaca avanços e vantagens da cirurgia endoscópica na coluna
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A cirurgia endoscópica da coluna tem se destacado como uma das técnicas mais inovadoras e minimamente invasivas para o tratamento de diversas doenças da coluna vertebral. O procedimento é geralmente indicado para casos de hérnia de disco, dores crônicas e limitações de mobilidade.
Utilizando um endoscópio equipado com câmera de alta definição, o cirurgião obtém acesso à área afetada com uma visão ampliada e detalhada dos nervos, da medula e das estruturas ósseas. Segundo o ortopedista e cirurgião de coluna Dr. Fábio Mendonça, os avanços tecnológicos e a evolução dos métodos operatórios ampliaram significativamente as possibilidades de tratamento, proporcionando menos dor e uma recuperação mais rápida.
“Antes dessa tecnologia, a maioria das cirurgias era feita com incisões grandes, cortes acima de 5 cm, sangramento e descolamento da musculatura, o que posteriormente deixava cicatrizes na pele. Com a técnica endoscópica, realizamos todo o procedimento por meio de uma incisão muito pequena, preservando músculos, ligamentos e estruturas importantes da coluna”, explicou o médico.
A cirurgia por vídeo, além de segura, é recomendada em cerca de 80% dos casos avaliados. Ela é realizada com irrigação contínua de soro fisiológico, o que contribui para reduzir o risco de infecções pós-operatórias. Outro ponto importante destacado pelo ortopedista é o tempo reduzido de recuperação. “Em muitos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia e consegue retomar atividades leves em poucos dias. É um ganho enorme na qualidade de vida”, ressaltou.
A recomendação é que o paciente busque sempre a orientação de um profissional capacitado para realizar esse tipo de tratamento. “Uma cirurgia como essa exige maior capacitação do especialista, pois a complexidade técnica é maior. É fundamental que o médico tenha especialização, certificação, precisão técnica e um número significativo de cirurgias realizadas com o apoio de um assistente, até adquirir experiência para operar sozinho”, finalizou.
Sobre o especialista
Dr. Fábio Mendonça é médico ortopedista e traumatologista, cirurgião de coluna vertebral no Hospital H. Bento, em Cuiabá, e membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC). Atua na área da ortopedia há 16 anos e já realizou mais de 5 mil cirurgias.
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Quando o crédito vira sobrevivência
Nos últimos anos, um fenômeno silencioso vem redesenhando o cenário econômico do país: o avanço do endividamento entre os brasileiros de classe média. Tradicionalmente vista como o motor do consumo e um dos pilares da estabilidade econômica, essa parcela da população enfrenta hoje uma realidade cada vez mais desafiadora.
Dados recentes de instituições como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelam que o nível de endividamento das famílias brasileiras permanece elevado. Mais do que números, esses indicadores refletem uma mudança estrutural no padrão de vida e na capacidade de planejamento financeiro de milhões de brasileiros.
O que chama atenção é que o endividamento já não se concentra apenas nas camadas de renda mais baixa. A classe média, historicamente associada à estabilidade e à capacidade de poupança, passou a recorrer com maior frequência ao crédito para manter padrões de consumo e, em muitos casos, até mesmo para cobrir despesas essenciais.
O cartão de crédito tornou-se um dos principais instrumentos dessa dinâmica. De ferramenta de conveniência, passou a representar, para muitas famílias, uma espécie de extensão da renda mensal. O problema é que, em um ambiente de juros elevados, essa estratégia rapidamente se transforma em um ciclo difícil de romper.
Outro fator relevante é o aumento do custo de vida. Despesas com educação, saúde, moradia e alimentação passaram a comprometer uma parcela cada vez maior do orçamento familiar. Ao mesmo tempo, o crescimento da renda não acompanhou essa elevação de custos, comprimindo a capacidade de poupança e ampliando a dependência do crédito.
Esse cenário gera impactos que vão além da esfera individual. Quando a classe média reduz consumo ou passa a direcionar uma parte significativa da renda para o pagamento de dívidas, toda a economia sente os efeitos. O comércio desacelera, investimentos são postergados e o dinamismo econômico diminui.
Isso não significa, necessariamente, o desaparecimento da classe média brasileira, como alguns discursos mais alarmistas sugerem. Mas é inegável que ela passa por um processo de transformação, marcado por maior vulnerabilidade financeira e por um cenário econômico mais complexo.
Diante desse contexto, torna-se essencial ampliar o debate sobre educação financeira, políticas de crédito responsáveis e estratégias que fortaleçam o poder de compra das famílias. Afinal, a saúde econômica da classe média é, em grande medida, um reflexo da própria saúde econômica do país.
Se quisermos construir um ambiente de crescimento sustentável, será fundamental olhar com mais atenção para esse grupo que, por décadas, sustentou grande parte do dinamismo econômico brasileiro.
Euclides Ribeiro é advogado especialista em recuperação judicial no agronegócio e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso
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