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Análise: mal na estratégia, péssimo na execução, Corinthians cria pressão desnecessária sobre si

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Da estratégia de Fernando Lázaro à execução dos jogadores, tudo saiu errado para o Corinthians na derrota para o Remo, nesta quarta-feira, na estreia na Copa do Brasil. Foi 2 a 0 e poderia ter sido ainda mais na pior atuação do Timão em 2023.

O desempenho péssimo gera preocupação às vésperas da estreia no Campeonato Brasileiro. Já o resultado negativo deixa a equipe sob pressão por pelo menos duas semanas, até o jogo da volta, no dia 26.

O segundo duelo contra o Remo acontecerá três dias antes do clássico contra o Palmeiras, fora de casa, o que torna ainda mais difícil de compreender a estratégia de poupar titulares. O time não jogava há uma semana e antes vinha de uma sequência de 20 dias de inatividade. A utilização de força máxima não garantiria a vitória (nem mesmo uma boa atuação, como o segundo tempo mostrou), mas poderia fazer o Corinthians encarar o jogo com mais seriedade e ter um rendimento mais condizente com o que se espera dele.

Além do vexame de ser eliminado por uma equipe da Série C, uma eventual queda precoce na Copa do Brasil representará uma significante perda financeira para o clube, que lida não apenas com a escassez de títulos, mas também de dinheiro.

Descompensado

 

Mesmo com cinco mudanças em relação ao último jogo, contra o Liverpool, do Uruguai, pela Libertadores, o Corinthians manteve a sua estrutura habitual de 2023: no 4-4-2 com um losango no meio de campo quando tinha a bola. Maycon era o primeiro volante, com Paulinho à esquerda, Giuliano pela direita e Adson à frente, com liberdade para cair pelos dois lados e buscar triangulações.

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Porém, defensivamente o desenho mudou. Isso porque Paulinho, em vez de voltar e fechar a segunda linha, permanecia na frente, próximo aos atacantes. Isso seria aceitável se Pedro compensasse o “descanso” do veterano e ocupasse o lado esquerdo, mas nem sempre isso acontecia.

Para piorar, o Timão tentava adiantar as linhas de marcação em alguns momentos e, quando o Remo conseguia furar a primeira pressão, tinha um enorme espaço à frente para progredir.

As escolhas são discutíveis. O resultado delas, incontestavelmente ruim.

Apesar dos problemas citados, o Corinthians não fez um começo de jogo ruim. Improvisado na lateral direita, Du Queiroz começou fazendo boas subidas. Do lado oposto, Pedro não se intimidou em sua primeira chance como titular e criou perigo nos lances em que partiu para cima da marcação.

Porém, aos 12 minutos, erros individuais e coletivos ocasionaram o primeiro gol e fizeram a equipe desmoronar. O Corinthians foi com muita sede ao pote e atacou com oito homens. Maycon (em jornada terrível) errou passe na intermediária ofensiva e cedeu contra-ataque ao Remo, que foi letal. Fábio Santos e os zagueiros não conseguiram fazer a falta, Cássio deu rebote, e os donos da casa abriram o placar.

Du Queiroz em Remo x Corinthians — Foto: Fernando Torres/AGIF

Du Queiroz em Remo x Corinthians — Foto: Fernando Torres/AGIF

A partir daí o time paulista se perdeu. Além de uma dificuldade enorme para criar, o Timão ainda ofereceu muitas chances ao Remo, que não fazia questão de ter a bola e preparava o bote para sair em velocidade quando a recuperava.

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Fernando Lázaro tentou corrigir os defeitos com as entradas de Fagner, Fausto Vera e Róger Guedes no intervalo. O camisa 10 até entrou com vontade e criou algumas poucas chances, mas a postura do Corinthians pouco mudou. O time circulava a bola, mas não tinha criatividade nem precisão técnica para invadir a área e concluir a gol com perigo.

Em sua posição de origem, Du Queiroz parece ter piorado. Num passe errado, quase ofereceu mais um gol aos paraenses. Já Paulinho, cada vez menos móvel, ficou por 83 minutos em campo e não produziu quase nada. Não vale a pena citar um a um os problemas individuais. O apagão foi coletivo.

Para piorar, em novo contra-ataque, dessa vez com ainda mais lentidão na recomposição defensiva alvinegra, o Remo ampliou o placar. E teve algumas outras chances para fazer o terceiro…

Estatísticas da partida – Remo x Corinthians

  • Posse de bola: 38% x 62%
  • Finalizações: 15 x 12
  • Passes completos: 346 x 592
  • Passes incompletos: 58 x 67
  • Desarmes: 14 x 6
  • Dribles: 7 x 6
  • Faltas cometidas: 12 x 13
  • Escanteios: 7 x 5

Além de todas as dificuldades técnicas e táticas, se viu em Belém um time apático, que pareceu tratar um jogo de mata-mata como uma partida qualquer de fase de grupos ou campeonato por pontos corridos.

Depois de uma vitória fora de casa na Libertadores, o Corinthians se “esforçou” para lançar sobre si uma desnecessária pressão a essa altura da temporada. Serão duas longas semanas até a partida de volta em Itaquera.

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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