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Apesar de Marrocos, Mundial do Catar passa longe de ser o das zebras

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A classificação de Marrocos às quartas de final da Copa do Catar, eliminando a Espanha, além de vitórias inesperadas de Japão, Arábia Saudita, Tunísia, Coreia do Sul e Camarões, na primeira fase, sobre favoritos como Alemanha, França, Portugal e Brasil, respectivamente, geraram o questionamento: seria este o Mundial das zebras? Os números, porém, mostram que outras edições tiveram resultados gerais mais surpreendentes, inclusive em fases mais agudas da competição.

A Copa deste ano é a última no formato com 32 seleções, que estreou em 1998 (França). A partir da próxima edição, em 2026 (Estados Unidos, Canadá e México), serão 48 equipes. O modelo atual, portanto, esteve em vigor em sete Mundiais, contando o atual. Neste recorte, nenhum teve tantas zebras quanto o de 2022 (Coreia do Sul e Japão).

Na ocasião, as quartas de final reuniram apenas duas seleções que estavam, à época, entre as dez primeiras do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa): Brasil (2º) e Espanha (8º). De 1998 para cá, este foi o Mundial com menor representatividade de top-10 entre os oito melhores. Detalhe: somente os brasileiros, que saíram campeões, avançaram às semifinais.

Além disso, duas das três equipes pior colocadas no ranking entre as 32 classificadas à Copa também chegaram às quartas: Coreia (40ª) e Senegal (42ª). Os sul-coreanos, inclusive, foram além, parando só nas semifinais, para a Alemanha. Os senegaleses, que surpreenderam a França, então atual campeã, na primeira fase, ao vencerem por 1 a 0, caíram para outra surpresa do Mundial, a Turquia (22ª na lista da Fifa, à época).

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Na Copa do Catar, por sua vez, são seis times entre os dez primeiros do ranking da Fifa nas quartas de final. No formato com 32 seleções, é o Mundial com mais representantes do top-10 neste estágio. Nas edições de 2006 (Alemanha) e 2010 (África do Sul), foram cinco equipes.

Além disso, pelo menos duas destas seleções estarão na próxima fase do Mundial catari, devido aos confrontos entre Argentina (3ª) e Holanda (8ª) e França (4ª) e Inglaterra (5ª). Se Brasil (1º) e Portugal (9º) eliminarem Croácia (12ª) e Marrocos (22º), respectivamente, 100% dos semifinalistas estarão no top-10, o que ainda não aconteceu de 1998 para cá.

O mais próximo foi em 2010 e 2014, quando três dos quatro classificados às semifinais ocupavam um posto entre os dez primeiros do ranking da Fifa. Na África do Sul, Espanha (2ª), Holanda (4ª) e Alemanha (6ª) tiveram companhia do Uruguai (16º). Quatro anos depois, os alemães, em segundo lugar, chegaram lá de novo, além do anfitrião Brasil (3ª) e da Argentina (5ª). Os holandeses, na 15ª posição, completaram o mata-mata.

Em termos de surpresas, a Copa que mais se aproximou de 2002 foi a da Rússia, em 2018, com somente três países do top-10 nas quartas: Brasil (2º), Bélgica (3ª) e França (7ª). O detalhe é que a seleção anfitriã, a pior colocada no ranking da Fifa entre as oito melhores do Mundial, era também a última entre as 32 participantes da competição. Os russos ocupavam a 70ª posição. Mesmo assim, eliminaram a Espanha (10ª) nas oitavas de final e só caíram nos pênaltis para a Croácia (20ª), que seria vice-campeã.

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Em 1998, também foram somente três seleções top-10 da Fifa nas quartas: Brasil (1º), Alemanha (2ª) e Argentina (5ª). A diferença é que, das oito melhores equipes daquela Copa, a Dinamarca, pior colocada entre elas no ranking, estava em 22º lugar, mesma situação de Marrocos na edição de 2022.

Confira, abaixo, as oito melhores seleções das Copas de 1998 a 2018, com a colocação final na edição e respectiva posição no ranking da Fifa, à época, entre parênteses.

França – 1998

1º França (15ª)

2º Brasil (1º)

3º Croácia (16ª)

4º Holanda (21ª)

5º Itália (13ª)

6º Argentina (5º)

7º Alemanha (2º)

8º Dinamarca (22º)

Coreia do Sul / Japão – 2002

1º Brasil (2º)

2º Alemanha (11º)

3º Coreia do Sul (40º)

4º Turquia (22º)

5º Espanha (8º)

6º Inglaterra (12º)

7º Senegal (42º)

8º Estados Unidos (13º)

Alemanha – 2006

1º Itália (11º)

2º França (8º)

3º Alemanha (14º)

4º Portugal (7º)

5º Brasil (1º)

6º Argentina (9º)

7º Inglaterra (10º)

8º Ucrânia (28º)

África do Sul – 2010

1º Espanha (2º)

2º Holanda (4º)

3º Alemanha (6º)

4º Uruguai (16º)

5º Argentina (7º)

6º Brasil (1º)

7º Gana (32º)

8º Paraguai (31º)

Brasil – 2014

1º Alemanha (2º)

2º Argentina (5º)

3º Holanda (15º)

4º Brasil (3º)

5º Colômbia (8º)

6º Bélgica (11º)

7º França (17º)

8º Costa Rica (28º)

Rússia – 2018

1º França (7º)

2º Croácia (20º)

3º Bélgica (3º)

4º Inglatera (12º)

5º Uruguai (14º)

6º Brasil (2º)

7º Suécia (25º)

8º Rússia (70º)

Fonte: EBC Esportes

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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