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Brasil pode ter novidades para encarar Holanda no Torneio da França

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A técnica Pia Sundhage não confirmou o time que mandará à campo contra a Holanda, nesta quarta-feira (16), às 14h (horário de Brasília), pelo Torneio Internacional da França, mas adiantou que o sistema defensivo da seleção brasileira feminina de futebol terá “algumas caras novas”. Segundo a treinadora, o objetivo é que mais atletas tenham a oportunidade de enfrentar a atacante Vivianne Miedema, goleadora do Arsenal (Inglaterra) e quarta colocada no prêmio Bola de Ouro da Federação Internacional de Futebol (Fifa) em 2021.

“Se olharmos nossa linha defensiva, teremos caras novas, novas jogadoras. Quero realmente dar a elas essa chance de jogar contra uma das melhores jogadoras do mundo. Para isso, preciso ter coragem e elas também”, comentou Pia, em entrevista coletiva.

Das nove jogadoras que a treinadora tem à disposição no sistema defensivo, a zagueira Thaís Regina, do São Paulo, é a única que foi chamada pela primeira vez. Seis das convocadas para o setor jogam no futebol europeu, sendo que a zagueira Rafaelle é companheira de Miedema no Arsenal. Na vitória por 2 a 0 sobre o Chile, em dezembro, na Arena da Amazônia, pela última rodada do Torneio Internacional de Manaus, as quatro titulares foram Antônia (zagueira que também atua na lateral direita), Tainara, Daiane e Tamires.

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O duelo desta quarta (16) reedita o segundo confronto brasileiro na Olimpíada de Tóquio (Japão). Em 24 de julho, a seleção de Pia empatou por 3 a 3 com as holandesas no estádio de Miyagi, na cidade japonesa de Rifu. As atacantes Marta, Debinha e Ludmila fizeram os gols da equipe canarinho, enquanto Miedema (duas vezes) e a lateral Dominique Janssen balançaram as redes para as rivais, atuais vice-campeãs mundiais.

“O jogo contra a Holanda foi um dos nossos melhores. Tenho muito respeito pelo estilo delas e pelo novo técnico [o britânico Mark Parsons, que substituiu a holandesa Sarina Wiegman, que assumiu a seleção inglesa feminina]. Será interessante ver se elas mantêm o jeito de jogar, com novas atletas”, analisou a treinadora.

Depois das holandesas, as brasileiras terão pela frente as anfitriãs francesas, às 16h10, no sábado (19). Três dias depois, as comandadas de Pia encerram a participação no Torneio da França contra a Finlândia, às 14h. As partidas da seleção canarinho serão todas realizadas no estádio Michel d’Ornano, na cidade de Caen.

“Temos jogadoras em meio de temporada na Europa, outras que fizeram alguns poucos jogos no início da temporada no Brasil e as que vêm dos Estados Unidos. Teremos de encontrar uma boa mistura. Os jogos serão importantes para darmos chances às atletas de enfrentarem bons times. Poderemos utilizar a Antônia na zaga ou pelos lados? São questões para as quais teremos boas respostas, que serão acompanhadas pelo desempenho daqui em diante”, concluiu Pia.

O principal compromisso do Brasil em 2022 será a Copa América, entre 8 e 30 de julho, na Colômbia. O torneio classifica as três melhores seleções à Copa do Mundo do ano que vem, que será na Austrália e na Nova Zelândia.

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Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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