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COB indica 9 jovens atletas talentosas para receber bolsa do COI
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O Dia Internacional da Mulher começou muito bem para nove jovens atletas indicadas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para a bolsa do Programa Solidariedade Olímpica, do Comitê Olímpico Internacional (COI). Se aprovadas – os nomes ainda precisam ser ratificados por entidades nacionais e internacionais – as atletas terão direito a auxílio de US$ 6 mil (aproximadamente R$ 30 mil) por ano, durante o ciclo olímpico para os Jogos de Paris 2024. Pela primeira vez o COB selecionou apenas atletas mulheres para o programa do COI.

Entre elas está Ana Luiza Caetano, também conhecida como Lulu, de 19 anos. Moradora de Maricá (RJ), a atleta do tiro com arco faturou medalha de bronze ano passado, nos Jogos Pan-americanos Júnior Cali (Colômbia).
“Essa bolsa vai me abrir várias portas. Terei a chance de aproveitar meu último ano de base, ganhar muita experiência e entrar na categoria adulto com mais bagagem. É também um reconhecimento do meu esforço, do meu trabalho e de todas as minhas conquistas até aqui. Além de um incentivo absurdo para o ciclo de Paris 2024, porque vejo que o meu trabalho está sendo visto por mais gente”, afirmou Lulu em depoimento ao COB.
A bolsa oferecida pelo programa do COI prevê pagamentos quadrimestrais no valor de US$ 2 mil ( o equivalente a R$ 10 mil), totalizando US$ 6 mil (30 mil) por temporada. Os nomes das nove indicadas pelo COB ainda precisam passar por aprovação de Confederações Brasileiras Olímpicas, Federações Internacionais de cada modalidade e próprio COI.
“Esta é a primeira vez que o COB indica exclusivamente atletas mulheres para o Solidariedade Olímpica. Todas elas atuam em provas individuais e possuem um histórico de bons resultados nas categorias de base e no adulto. Acreditamos que, com este apoio, elas poderão desenvolver ainda mais seu potencial esportivo”, disse Jorge Bichar, diretor de Esportes do COB.
Atletas selecionadas e suas principais conquistas
ANA LUIZA CAETANO (tiro com arco) – 19 anos
Bronze nos Jogos Pan-americanos Júnior Cali 2021 (dupla feminina)
9° lugar no Mundial Juvenil (2019)
Participação nos Jogos Pan-americanos Lima 2019
BÁRBARA DOMINGOS (ginástica rítmica) – 22 anos
Prata nos Jogos Pan-americanos Lima 2019 (fita)
17° lugar no Mundial 2021 (individual geral) – melhor colocação de uma brasileira na história
Campeã pan-americana Rio 2021 (bola)
BEATRIZ SOUZA (judô – acima de 78kg) – 23 anos
3° lugar no Mundial (2021)
Campeã do Grand Slam de Abu Dhabi (2021)
Bronze nos Jogos Pan-americanos Lima 2019
CHAYENNE DA SILVA (atletismo – 400m com barreiras) – 22 anos
Participação nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020
Bronze no sul-americano (2021)
GABRIELA MAZETTO (skate street) – 24 anos
6° lugar no Mundial (2019)
Campeã do STU Open – etapa de São Paulo (2019)
3° lugar do STU Open – etapa de Criciúma (2022)
GIOVANNA PRADA (vela – IQ Foil) – 20 anos
Prata nos Jogos Pan-americanos Júnior Cali 2021
Participação nos Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires 2018
GIULIA TAKAHASHI (tênis de mesa) – 16 anos
2 ouros nos Jogos Pan-americanos Júnior Cali 2021 (dupla feminina + equipe)
Reserva nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020
Bronze no Mundial Cadete (2018 e 2019)
LAURA AMARO (levantamento de pesos – 76kg) – 21 anos
Prata no Mundial 2021 (arranco)
4° lugar no Mundial 2021 (arremesso + geral)
Vice-campeã pan-americana 2021 (arranco)
STEPHANIE BALDUCCINI (natação) – 17 anos
7 ouros nos Jogos Pan-americanos Júnior Cali 2021
Participação nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020
8 ouros no Campeonato Sul-americano juvenil (2021)
Edição: Cláudia Soares Rodrigues
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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa
Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:
Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.
“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”
Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.
“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”
Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.
“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”
Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.
Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.
“É proibido não acreditar.”
A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.
A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.
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