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Maiores torcidas do Brasil: pesquisa Atlas mostra Flamengo, Corinthians e São Paulo no top 3

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O Flamengo segue com a maior torcida do Brasil, com 21,9% da preferência. Seguido por Corinthians (14,2%), São Paulo (9,9%), Palmeiras (7,7%) e Vasco (6,2%). É o que indica pesquisa inédita realizada pelo instituto AtlasIntel, que o ge publica com exclusividade a partir desta terça-feira.

Qual é a maior torcida do futebol brasileiro?

Foram 1.600 respostas pela internet entre 6 e 20 de abril, em respostas captadas em 640 municípios em todo o país – leia sobre a metodologia da pesquisa mais abaixo. A margem de erro é de 2% na consulta da empresa especializada em pesquisas políticas que pela primeira vez fez consulta sobre tamanho de torcidas.

Entre as cinco maiores torcidas do Brasil, não houve movimentação da preferência do que já apontavam pesquisas recentes de outros institutos, como a encomendada pelo jornal “O Globo” ao Ipec no ano passado. A única dissonante foi publicada recentemente pela Quaest e pela rádio Itatiaia, de Minas Gerais, que apontava Atlético-MG e Cruzeiro na quinta e na sexta posições, respectivamente.

Maiores torcidas segundo a pesquisa Atlas — Foto: Infoesporte

O detalhe é a proximidade do Cruzeiro, sexto colocado, para o Vasco – o clube carioca leva vantagem de apenas 0,1%. Na sétima posição está o Grêmio, seguido de Atlético-MG, Bahia e Internacional.

Fluminense, Santos, Botafogo, Sport e Athletico Paranaense fecham a lista das 15 maiores torcidas do país na pesquisa do AtlasIntel.

As cinco maiores torcidas do país, segundo a pesquisa Atlas — Foto: Infoesporte

As cinco maiores torcidas do país, segundo a pesquisa Atlas — Foto: Infoesporte

Flamengo lidera em três das cinco regiões

A pesquisa discriminou preferências por gênero, escolaridade, renda familiar, regiões do país, faixa salarial e até religião. No Sudeste, a liderança é do Corinthians, um pouco à frente do Flamengo. Os rubro-negros só não lideram em duas regiões – a outra é a Sul, que tem Grêmio e Internacional com mais da metade da preferência e os flamenguistas em sexto lugar.

No Nordeste, o Flamengo está no coração de quase 30% dos torcedores. Em segundo lugar, fica o São Paulo, e depois vêm, pela ordem, Bahia, Corinthians e Vasco. Detalhe: quase 70% das pessoas que responderam no Nordeste não se declararam torcedoras de times da região.

Maiores torcidas do Brasil por região — Foto: Infoesporte

Maiores torcidas do Brasil por região — Foto: Infoesporte

Corinthians lidera em faixa salarial mais alta

 

A pesquisa aponta que na faixa dos entrevistados que recebem até R$ 2 mil de renda familiar, Flamengo e Corinthians somam 46% do público da pesquisa. O Flamengo tem a maior torcida nessa faixa de renda, com 26,4%, enquanto o Corinthians tem 19,6%. São Paulo (10,8%), Palmeiras (5,6%), Atlético-MG e Cruzeiro (ambos com 4,1%) completam os cinco primeiros. Quinta maior torcida do Brasil, os vascaínos representam a terceira maior (11%) na faixa salarial de R$ 2 mil a R$ 3 mil.

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Entre os que responderam ter a renda salarial mais alta, acima de 10 mil, o Corinthians lidera com 15,6%, seguido de Flamengo (14,2%), Grêmio (12,1%), Cruzeiro (11,5%) e São Paulo (7%).

Porcentagem por faixas de renda familiar das 15 maiores torcidas (%)

Times R$0 – R$2 mil R$2 mil-R$3 mil R$3 mil-R$5 mil R$5 mil -R$10 mil Acima de R$10 mil
Flamengo 26,4 20,1 22,7 18,6 14,2
Corinthians 19,6 12,7 12,1 8,4 15,6
São Paulo 10,8 8,2 9,4 12,7 7
Palmeiras 5,6 4,9 11,8 11,2 4,6
Vasco 3,2 11 6,1 6,7 3
Cruzeiro 4,1 6,6 7,1 5,1 11,5
Grêmio 2,3 1,6 4,3 9,6 12,1
Atlético-MG 4,1 3,2 4,9 4,1 7,2
Bahia 2,5 7,4 1,7 4,2 1,1
Internacional 1,7 5,4 2,5 4,2 6
Fluminense 0,9 5,1 4,3 4 4,2
Santos 2,1 4,8 2,8 1,4 5,7
Botafogo 1,3 2,3 1,8 3,5 1,9
Sport 3,5 1,5 0,4 2,3 0,3
Athletico-PR 3,4 0,5 0,8 0,5 1,9

Vasco fica em 2º entre mais velhos; Fla lidera em todas as idades

 

A torcida do Flamengo está em primeiro lugar em todos os recortes de idades. No entanto, há algumas particularidades em cada categoria. O Vasco aparece em segundo lugar entre os mais velhos, de 60 a 100 anos, enquanto fica apenas na 10ª colocação entre os mais jovens. O que indica a falta de renovação dos vascaínos em crise política-econômica-desportiva desde o início dos anos 2000.

A torcida do Bahia, apontada como a maior de um time do Nordeste, fica em quarto lugar entre os mais jovens no país. A do Corinthians aparece na segunda posição em três faixas etárias diferentes, mas entre os mais velhos é a quinta. Veja a lista abaixo.

Porcentagem das torcidas no recorte por idade (%)

Times 16 a 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos 45 a 59 anos 60 a 100 anos
Flamengo 27,5 23,1 26,8 21,4 15,1
Corinthians 20,2 22,3 9,2 14,7 8,1
São Paulo 11,3 7,4 19 8,4 6,6
Palmeiras 3,9 12,6 5,5 5,3 10,7
Vasco da Gama 1,8 3,9 2,6 6,6 12,2
Cruzeiro 5,3 9,2 8,1 4,6 4,9
Grêmio 6,7 1,8 2,4 3,2 8,5
Atlético-MG 2,4 3,3 3,8 5,2 5,1
Bahia 9,9 0,5 0,5 4 3,9
Internacional 0,1 2,4 2,9 6,9 2,2
Fluminense 0,2 1,5 0,9 5,5 5,5
Santos 2,5 2 4,8 2,8 3,3
Botafogo 0,2 1,1 2,7 2,2 3,1
Sport 1,3 0,6 3,1 2,2 1,9
Athletico-PR 0,2 0,9 6,2 0,3 1,1

Cruzeirenses mulheres em alta

 

No recorte da pesquisa, há poucas diferenças entre o número geral e o de homens. Mas entre as mulheres, sim. O Cruzeiro, por exemplo, é o preferido de 6,4% delas – ocupando a quarta posição, ultrapassando Vasco e Palmeiras. As diferenças são menores na ponta da tabela entre os líderes Flamengo, Corinthians e São Paulo.

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Porcentagem por gênero (%)

Top 15 Homem Mulher
Flamengo 21,5 22,4
Corinthians 13,2 15,7
São Paulo 9,1 11
Palmeiras 8,7 6,2
Vasco 7,1 4,8
Cruzeiro 5,9 6,4
Grêmio 5,6 3,1
Atlético-MG 4,4 4,2
Bahia 4,7 1,9
Internacional 2,8 4,5
Fluminense 4,1 2,4
Santos 2,5 3,9
Botafogo 2,4 1,5
Sport 1,5 2,4
Athletico-PR 0,7 2,7

Sobre a metodologia

 

A pesquisa Atlas colhe as informações organicamente durante navegação de rotina na internet – em smartphones, tablets, laptops ou computadores. O método – conhecido como RDR (Recrutamento Digital Randômico) – foi desenvolvido pelo AtlasIntel para calibrar as chamadas “amostras robustas”, para assegurar retratos representativos da população alvo – ou seja, a calibragem buscava atingir principalmente pessoas interessadas em futebol que navegavam na internet.

De acordo com o instituto de pesquisa, este método tem duas vantagens: contempla diversas fontes de vieses e lida com a possível super ou sub-representação de grupos demográficos.

A outra é que evita possível impacto psicológico da resposta ao pesquisador nas ruas ou em residências. O AtlasIntel acredita que a pessoa consultada pode responder em condições completamente anônimas e sem receio de causar impressão negativa para o entrevistador ou para pessoas que possam estar ouvindo as respostas.

Além da metodologia, a maior diferença da pesquisa pela internet é o número de municípios consultados. A pesquisa Ipec do ano passado foi a 128. A mais recente da Quaest e da rádio Itatiaia (MG) teve 325 cidades. A do AtlasIntel recebeu respostas de 640 municípios brasileiros.

Perfil dos entrevistados (em %)

 

Para garantir a representatividade em nível nacional, as amostras da Atlas são pós-estratificadas usando um algoritmo interativo em um conjunto mínimo de variáveis de destino: sexo, faixa etária, nível educacional, nível de renda, região e comportamento eleitoral anterior. As amostras resultantes do processo de pós-estratificação se assemelham ao perfil da população adulta do Brasil, inclusive daqueles que possuem acesso mais limitado à tecnologia.

Região
41,941,928,428,414,314,37,97,97,57,5SudesteNordesteSulCentro-OesteNorte01020304050
Fonte: Atlas
Renda familiar mensal
30,130,1232322,422,416168,58,5Até R$ 2.000Mais de R$ 2.000 a R$ 3.000Mais de R$ 3.000 a R$ 5.000Mais de R$ 5.000 a R$ 10.000Mais de R$ 10.000010203040
Fonte: Atlas
Escolaridade
35,135,143,443,421,521,5Ensino fundamental…Ensino médio compl…Ensino superior com…01020304050
Gênero
40,440,459,659,6MulherHomem010203040506070
Fonte: Atlas
Faixa etária
12,912,916,616,616,216,230,630,623,623,616 a 24 anos25 a 34 anos35 a 44 anos45 a 59 anos60 a 100 anos010203040
Fonte: Atlas
Religião
52,252,223,623,613,413,4882,82,8CatólicoEvangélicoCrente sem religiãoOutra religiãoAgnóstico ou ateu0102030405060
Fonte: Atlas
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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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