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México vence sauditas, mas perde vaga às oitavas no saldo de gols

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O México venceu pela primeira vez na Copa do Mundo do Catar, mas está fora da briga do título. Nesta quarta-feira (30), a seleção norte-americana bateu a Arábia Saudita por 2 a 1 no Estádio de Lusail. O triunfo, porém, foi insuficiente. A equipe tricolor encerrou o Grupo C na terceira posição, com a mesma pontuação da Polônia, segunda colocada, ficando atrás pelo saldo de gols. Os asiáticos, com três pontos, ficaram com a lanterna.

A vitória da Argentina sobre a Polônia, por 2 a 0, no Estádio 974, em Doha, permitiria aos mexicanos se classificarem com uma vitória por três gols de diferença. Um triunfo por 2 a 0 – como apontou o placar em Lusail em quase toda a segunda etapa – levaria a decisão da segunda vaga para o critério do número de amarelos, que colocaria os poloneses na segunda posição por terem três cartões a menos. O gol saudita, marcado nos acréscimos, foi uma ducha de água fria.

É a primeira vez, desde 1978, que o México não passa da primeira fase em uma Copa. Após estrear com uma vitória histórica sobre a Argentina, por 2 a 1, de virada, a Arábia Saudita ficou pelo caminho e repetiu o roteiro das quatro participações anteriores, entre 1998 e 2006 e 2018, quando caiu na fase de grupos. Os sauditas avançaram ao mata-mata apenas em 1994, na estreia do país em Mundiais, parando nas oitavas de final.

O argentino Gerardo Martino, técnico do México, voltou atrás em boa parte das mudanças feitas contra a Argentina (que terminou em derrota por 2 a 0) e reeditou a base da equipe que empatou sem gols com a Polônia, na estreia. O lateral Jorge Sánchez, o volante Edson Álvarez e o atacante Henry Martín retornaram ao time, escalado com três homens de frente. O único desfalque foi o volante Andrés Guardado, capitão mexicano, com uma lesão muscular.

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Na seleção saudita, o francês Hervé Renard também mexeu no time que perdeu por 2 a 0 da Polônia. Em alguns casos, as trocas foram necessárias. Na defesa, Sultan Al-Ghanam e Ali Al-Bulayhi (na vaga do lesionado Mohammed Al-Burayk) assumiram as laterais, com Hassan Al-Tambakti na zaga (o meia Sami Al-Naji iniciou no banco) e Saud Abdulhamid (lateral nos jogos anteriores) escalado como volante. Ainda no meio-campo, o suspenso Abdulelah Al-Malki foi substituído por Ali Al-Hassan.

A necessidade de uma vitória com bom saldo de gols fez o México ter o comando das ações ofensivas no primeiro tempo. Aos dois minutos, Hirving Lozano espetou a bola no meio da zaga saudita e Alexis Vega, na frente de Mohammed Al-Owais, bateu em cima do goleiro. A resposta asiática veio cinco minutos depois, em contra-ataque pela esquerda e cruzamento para o Mohamed Kanno, livre na direita, quase na pequena área, bater de primeira, por cima do gol. O volante assustou novamente aos 12, em cobrança de falta da meia-lua, rente ao travessão.

Os mexicanos rondavam a área asiática, mas com dificuldades para entrar nela. Os chutes da intermediária e as bolas alçadas foram alternativa, sem sucesso. Em uma delas, aos 26 minutos, Lozano cruzou pela direita para cabeçada do meia Orbelin Pineda, no contrapé de Al-Owais, que Al-Ghanam salvou quase em cima da linha. Recuada, a Arábia só conseguiu encaixar um contra-ataque nos acréscimos, pouco antes do intervalo, em cruzamento de Al-Ghanam pela direita e “peixinho” de Al-Hassan, que foi à direita do gol de Guillermo Ochoa.

A insistência norte-americana foi premiada no segundo tempo. Aos dois minutos, após escanteio batido pela esquerda, o zagueiro Cesar Montes desviou na primeira trave e Martín, na pequena área, mandou para as redes. Quatro minutos depois, o volante Luis Chávez, cobrando falta no ângulo, aumentou a vantagem tricolor. O terceiro teria saído aos dez minutos, com Lozano, mas a arbitragem deu impedimento de Martín e anulou o gol.

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A possibilidade de classificação empolgou os mexicanos, que martelaram atrás do gol salvador. Martín e Pineda falharam por pouco na pontaria, enquanto Chávez e Lozano pararam em Al-Owais. Aos 41, Uriel Antuna balançou as redes, mas o lance foi anulado por impedimento do atacante. Nos acréscimos, o drama tricolor deu lugar à decepção. Na única investida saudita no segundo tempo, o atacante Salem Al-Dawsari tabelou na entrada da área e finalizou na saída de Ochoa, para delírio da torcida polonesa, que aguardava, desesperada, o término da partida, após a derrota para a Argentina.

Fonte: EBC Esportes

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

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