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Título sul-americano feminino sub-17 coloca Simone Jatobá na história
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A paranaense Simone Jatobá, de 41 anos, escreveu o nome na história do futebol brasileiro no último sábado (19), ao levar a seleção feminina sub-17 ao título do Campeonato Sul-Americano da categoria, em Montevidéu (Uruguai). Ela se tornou a primeira técnica a liderar uma equipe nacional do país a uma conquista continental.

Comemora, Brasil! Foi uma campanha perfeita, com vitória em todos os jogos e sem sofrer gol! A #SeleçãoFeminina Sub-17 é tetra campeã do Campeonato Sul-Americano!
Obrigada a quem nos apoiou e torceu por nós em mais essa jornada. Vamos por mais! 💚💛 pic.twitter.com/waSYR3IHbA
— Seleção Feminina de Futebol (@SelecaoFeminina) March 20, 2022
“Primeiramente, eu não estava nem buscando isso, estava buscando realmente o título e a evolução da equipe. Fico muito feliz com isso. É extremamente importante para o nosso país e para as mulheres, mas também para a seleção brasileira e as atletas”, comemorou Simone.
A treinadora assumiu a equipe sub-17 em agosto de 2019, mas ainda não a tinha dirigido oficialmente, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), que adiou várias competições entre 2020 e 2021. O Sul-Americano foi o primeiro desafio dela à frente da seleção feminina.
As comandadas da técnica paranaense sacramentaram o título ao derrotarem a Colômbia por 1 a 0 no estádio Charrúa. O gol saiu no segundo tempo, com participação de duas atletas da Ferroviária. Aos 30 minutos, Aline disparou pelo meio e rolou na diagonal para a também atacante Rhaissa. Auxiliada pelo desvio da bola na marcação colombiana, a camisa 19 invadiu a área e tocou na saída da goleira para decretar a vitória brasileira.
“Foi muito gratificante ter entrado, fiquei concentrada observando o jogo quando estava no banco e entrei focada para ajudar a minha equipe. Quando eu fiz o gol, não teve explicação, fiquei muito feliz por te contribuído e ajudado”, disse Rhaissa.
Que momento! Tetra campeãs! 🏆🏆🏆🏆
📸 Staff Images Woman / CONMEBOL pic.twitter.com/IdFovYMecb
— Seleção Feminina de Futebol (@SelecaoFeminina) March 20, 2022
O triunfo levou o Brasil a nove pontos em três partidas no quadrangular final, três à frente da própria Colômbia. O empate já seria suficiente para as brasileiras, que estavam à frente pelo saldo de gols antes da última rodada. A equipe ainda assegurou lugar no Mundial sub-17, que será realizado entre 11 e 30 de outubro, na Índia. As colombianas e o Chile (terceiro colocado no Sul-Americano) também se classificaram.
O Brasil chegou ao quarto título no Sul-Americano Feminino sub-17, alcançando-o com 100% de aproveitamento (os anteriores foram em 2010, 2012 e 2018). Foram sete vitórias em sete jogos, com 33 gols marcados e nenhum sofrido. A atacante Jhonson, do Toledo-PR, terminou a competição como artilheira, com nove gols.
Edição: Fábio Lisboa
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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa
Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:
Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.
“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”
Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.
“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”
Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.
“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”
Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.
Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.
“É proibido não acreditar.”
A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.
A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.
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