MATO GROSSO
4ª CORRIDA DO LEGISLATIVO: Presidente da Câmara comemora participação recorde: “Mais de 1,6 mil atletas”
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Em sua quarta edição, a Corrida do Legislativo bateu recorde em 2023 com mais de 1.600 participantes. Com largada em frente à Câmara Municipal de Cuiabá, os atletas percorreram na manhã deste domingo (23) oito quilômetros na região central da Capital. Os dois campeões nas categorias masculino e feminino são de Anápolis (GO).
Idealizador do evento e presidente do Legislativo Cuiabano, o vereador Chico 2000 (PL) comemora o recorde alcançado e destaca que a prova já virou tradição, é realizada no mês de aniversário de Cuiabá, dentre as comemorações do aniversário da cidade.
“Tivemos um número expressivo de participantes e isso mostra que, mesmo essa corrida com um percurso extremamente difícil, o atleta gosta de desafio. E é um evento de ajuda mútua. A gente organiza, ofertando a melhor estrutura e os participantes nos ajudam pagando as inscrições e trazendo os alimentos. Lembrando que todo valor arrecadado e os alimentos são doados às instituições de caridade da nossa cidade”, declarou Chico 2000.
Para participar da corrida, os participantes pagaram uma inscrição no valor de R$ 50,00 + 2Kg de Alimentos Não Perecíveis. Parte dos alimentos e o valor arrecadado com as inscrições serão doados às instituições: Associação Mato-grossense de Equoterapia e Esporte Equestre (AME), a Associação Beneficente de Ajuda ao Cidadão “Casa do Zeca” e a Associação Obras Sociais Seara de Luz – AOSSEL “Creche Filantrópica Nina Zaque, que atende 250 crianças na região do Coxipó. Já outra parte dos alimentos serão doados às instituições filantrópicas cadastradas junto a Câmara de Vereadores de Cuiabá.
Estiveram presentes no evento os vereadores Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania), Michelly Alencar (União), Adevair Cabral (PTB), Lilo Pinheiro (PDT), Sargento Vidal (MDB), Demilson Nogueira (PP), Dr. Luiz Fernando (Republicanos), Rogério Varanda (MDB), Dilemário Alencar (Podemos) e o suplente de vereador Renato Mota (Podemos).
HISTÓRIA DE CAMPEÕES – Participando pela quarta vez da Corrida do Legislativo, tendo sido campeão nas duas primeiras edições e um segundo lugar na terceira edição, o atleta Pablo Fagundes da Costa, de 36 anos, é de Anápolis (GO) e conquistou o primeiro lugar da prova se consagrando tricampeão. O tempo de prova dele foi de 25 minutos e 30 segundos.
“Só agradecer a Deus por participar de mais uma corrida do Legislativo. O percurso é pesado, tem que treinar bem e fazer uma boa estratégia porque correr em Cuiabá não é fácil. Os adversários daqui são muito bons e coloca a gente numa situação de alerta o tempo todo do percurso”, declarou Pablo que já pratica o atletismo há 18 anos. “Quero aproveitar e parabenizar a organização da prova, somos muito bem assistidos o tempo todo durante o percurso”, completou.
Primeira colocada na categoria feminino ao finalizar o percurso na marca dos 30 minutos e 29 segundos, Regiane Braga, de 36 anos, também veio de Anápolis (GO) e esta foi sua primeira participação na Corrida do Legislativo. Ela pratica o atletismo há quatro anos e disse que a conquista foi significativa.
“Participei anteontem na corrida do aniversário de Brasília (DF) sendo a primeira colocada lá também e é uma honra participar pela primeira vez da prova em Cuiabá e levar o título de campeã”, afirmou Regiane que na corrida de São Silvestre alcançou a oitava posição entre as brasileiras e 13ª geral entre os países participantes.
Para acessar a classificação geral das categorias masculino e feminino acesse o link https://www.morro-mt.com.br/resultados/4a-corrida-do-legislativo-cuiabano-2023-358
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.