MATO GROSSO
AACCMT lança campanha para arrecadar alimentos e presentes para crianças em tratamento contra o câncer
MATO GROSSO
A Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACCMT) deu início a campanha “Natal Solidário 2025”, com o objetivo de arrecadar alimentos não perecíveis, brinquedos novos, doações em dinheiro e inscrições de voluntários para o evento natalino dedicado às crianças e adolescentes atendidos pela instituição. Itens de decoração de Natal, também podem ser doados para que sejam utilizados na sede.
A confraternização será realizada no dia 7 de dezembro, na Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá, reunindo os assistidos, seus acompanhantes e voluntários para um almoço especial, com entrega de presentes e atividades recreativas. A programação inclui ainda apresentações musicais e a chegada do Papai Noel. A ação tem como objetivo proporcionar alegria, esperança e acolhimento às famílias que enfrentam o tratamento contra o câncer infantil.
“O Natal Solidário é um dos momentos mais emocionantes do ano para nossas crianças. É uma oportunidade de celebrar a vida e reforçar o poder da solidariedade. Cada doação faz a diferença”, destaca Benildes Aureliano Firmo, vice-presidente da AACCMT.
As doações podem ser feitas até o dia 5 de dezembro, na sede da AACCMT, localizada na Rua do Cajú, nº 329, Jardim Alvorada, em Cuiabá, ou pelo telefone (65) 3025-0800.
Sobre a AACCMT
A AACCMT é uma instituição sem fins lucrativos e existe há 26 anos. A associação oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os atendidos vêm principalmente do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e de outros países, que precisam de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.
Todas as despesas da AACCMT, como água, luz, telefone, alimentação, produtos de higiene e capacitação de voluntários e funcionários, são custeadas por meio de doações, projetos, eventos e campanhas.
MATO GROSSO
Vereador Alex Rodrigues apresenta projeto de lei para proteger mulheres de violência sexual em hospitais de Cuiabá
O vereador Alex Rodrigues apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá um Projeto de Lei que estabelece medidas preventivas contra a violência sexual praticada contra mulheres em ambientes hospitalares. A proposta visa garantir que toda paciente tenha o direito de ser acompanhada por uma pessoa de sua confiança em consultas, exames, tratamentos e procedimentos cirúrgicos que envolvam sedação ou exposição do corpo.
Segundo Alex Rodrigues, a iniciativa nasce da necessidade de criar mecanismos de proteção para mulheres que, em situações de vulnerabilidade, especialmente sob efeito de sedativos, ficam mais expostas a riscos de abuso. O texto do projeto determina que hospitais, clínicas, laboratórios, consultórios e postos de saúde, tanto públicos quanto privados, não poderão impedir a presença de um acompanhante escolhido pela paciente.
O direito também vale para cirurgias eletivas, estéticas e exames que exijam sedação. Mesmo quando a equipe de atendimento for composta exclusivamente por profissionais mulheres, a paciente continuará tendo direito ao acompanhante.
Regras especiais para centros cirúrgicos e UTIs
O projeto de Alex Rodrigues também prevê exceções em áreas críticas, como centros cirúrgicos e unidades de terapia intensiva. Nesses casos, e apenas quando houver justificativa técnica relacionada à segurança, o acompanhante deverá ser obrigatoriamente um profissional de saúde. A suspensão temporária da presença do acompanhante só poderá ocorrer se houver interferência negativa no trabalho da equipe médica.
A proposta estabelece ainda que a paciente deve ser informada previamente sobre o direito ao acompanhamento. Se isso não ocorrer, ela poderá remarcar o procedimento sem prejuízo. Em casos que envolvam sedação ou exposição do corpo, será obrigatório um termo declarando que a paciente tomou ciência dessa garantia.
O vereador também incluiu na proposta a autorização para que o Poder Executivo crie comissões de acompanhamento e fiscalização, responsáveis por monitorar o cumprimento da lei e levantar estatísticas sobre sua efetividade.
Na justificativa do projeto, Alex Rodrigues ressalta que a violência sexual no ambiente hospitalar, embora pouco discutida, é uma realidade preocupante. Situações de anestesia, sedação ou incapacidade momentânea de defesa colocam mulheres em posição de extrema vulnerabilidade, o que exige ações concretas do poder público para garantir segurança, dignidade e proteção.
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