MATO GROSSO
AACCMT promove Arraiá para crianças assistidas e reforça campanha de doação de alimentos
MATO GROSSO
A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer de Mato Grosso (AACCMT) realiza nesta sexta-feira (27) um Arraiá para as crianças e adolescentes assistidos pela instituição.
Além da confraternização, a iniciativa também busca reforçar a campanha permanente de arrecadação de doações, essenciais para a manutenção da sede da AACCMT e para a festa junina.
Para o evento, a direção pede doações de suco de polpa de frutas como acerola e goiaba, chá mate, saco de milho, leite de coco, leite condensado e queijo mozarela.
A programação do evento inclui brincadeiras típicas e comidas tradicionais das festas juninas. “Nosso compromisso é garantir acolhimento e dignidade para essas famílias que enfrentam momentos tão difíceis. Toda contribuição faz a diferença”, destaca Benildes Aureliano Firmo, vice-presidente fundador da AACCMT. A entidade, sem fins lucrativos, está localizada na Rua do Caju, nº 329, bairro Alvorada, em Cuiabá.
Com 26 anos de atuação, a instituição oferece atendimento gratuito a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer. Entre os assistidos estão pacientes do interior de Mato Grosso, de outros estados, áreas indígenas e até de países vizinhos, que necessitam de suporte em centros especializados da capital.
Como ajudar
As doações também são fundamentais para cobrir despesas com alimentação, água, energia elétrica, produtos de higiene, hospedagem das crianças e acompanhantes, atividades recreativas, além da capacitação de voluntários e funcionários.
Para doar, basta entrar em contato com a Central de Doações pelo telefone (65) 3025-0800. A AACCMT aceita doações em dinheiro ou de alimentos.
Outras informações estão disponíveis no site:www.aaccmt.org.br
Instagram:@aaccmt
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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