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Abílio isenta Stopa de responsabilidade no caso do Mercado do Porto e pede punição à empresa

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O prefeito eleito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que não acredita que o atual vice-prefeito, José Roberto Stopa (PV), tenha responsabilidade direta pelo descarte irregular de entulho nas proximidades do Mercado do Porto, caso que resultou na prisão do gestor nesta quinta-feira (26). Abílio acredita que a responsabilidade recai sobre os engenheiros da empresa terceirizada contratada para a obra. Para afastar a culpa de Stopa, Abílio ressaltou que o vice-prefeito deve identificar à Justiça quem foi o autor do crime ambiental.

“Eu acho pouco provável que o secretário tenha ordenado uma pessoa, às vezes, o próprio engenheiro tomou a ideia de fazer (o descarte) por ali. Aquilo é uma obra terceirizada. Acho que a Dema tem que penalizar o dono da empresa para que ele possa responder sobre isso”, disse Abílio à imprensa nesta sexta-feira (27).

Stopa foi conduzido à Delegacia de Meio Ambiente (Dema) na quinta-feira (26) e liberado após audiência de custódia. Abílio admitiu que foi o autor da denúncia.

“A prisão é o cumprir da lei. O secretário de Obras (Stopa) é o responsável direto, foi conduzido e deve apontar os responsáveis. É claro que esse tipo de descarte não pode ser aprovado pela Prefeitura”, afirmou.

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Abílio também cobrou uma última ação do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) antes do fim de sua gestão: “notificar a empresa responsável”.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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