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AÇÕES DESENVOLVIDAS PELA FAMATO ATRAI DELEGAÇÃO FRANCESA

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Uma delegação francesa visitou a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), nesta segunda-feira (13/02), para conhecer as ações da entidade voltadas para o agronegócio mato-grossense. O grupo de 28 pessoas, formado por produtores rurais, agrônomos e empresários, está no Brasil com o objetivo de buscar informações sobre agricultura e pecuária, assim como, dados de sustentabilidade, preços, exportações, importações, produção e os gargalos, para traçar um diagnóstico sobre os segmentos no Brasil. Dos 28 membros da delegação cinco são da Polônia – país do Leste Europeu.

Ao dar as boas-vindas à delegação o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, destacou os projetos da Famato voltados ao fortalecimento do agro mato-grossense, através das ações das casas que compõe o Sistema Famato – Famato na representação do produtor rural, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) na capacitação do produtor e na prestação da Assistência Técnica e Gerencial, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na compilação de dados, informações estratégicas, estudos e projetos socioeconômicos, Instituto AgriHub uma rede de inovação em agricultura e pecuária que identifica as necessidades dos produtores rurais e os conectam às tecnologias voltadas para o campo e sindicatos rurais.

Presidente da Famato, Vilmondes Tomain ao dar as boas-vindas à delegação

Dando continuidade às apresentações, o diretor Administrativo Financeiro, Robson Marques, demonstrou o funcionamento do Sistema Sindical. Desde as competências da entidade máxima, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), das Federações, que vêm desenvolvendo ações para o fortalecimento do sindicalismo rural e Sindicatos Rurais.

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Robson destacou o papel dos Sindicatos Rurais, atualmente presente em 94 municípios de Mato Grosso, que desenvolvem ações diretas de apoio ao produtor rural, buscando soluções para os problemas locais de forma coletiva. “Essa estrutura garante a presença do sistema sindical rural em qualquer ponto do estado. Os sindicatos são como os braços da Famato”, destacou o diretor Robson.

Diretor Administrativo Financeiro, Robson Marques apresentando o Sistema Sindical

Além da Famato, a delegação deve se reunir com representantes do governo, da Universidade Federal de Mato Grosso e entidades do agro. Também farão visitas a propriedades rurais para conhecer na prática o sistema de produção em Mato Grosso.

Um dos temas abordados no encontro foi a produção sustentável. O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, mostrou os dados da pecuária no estado e no país, assim como as práticas adotadas pelos pecuaristas, que permitem o aumento da oferta de carne sem a necessidade de abrir novas áreas para a produção, a partir de tecnologias que possibilitam a ampliação de produtividade, evitando danos ao meio ambiente e ajudando a mitigar os efeitos do clima sobre a atividade. Um dos exemplos citados foi o confinamento de animais.

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O grupo também conheceu um pouco mais sobre a agricultura (soja, milho e algodão), irrigação, integração de culturas, lavoura-pecuária e a integração lavoura-pecuária-floresta, dados de mercado, exportação, importação, custos de produção, custos de frete e entre outros.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, também relatou aos franceses alguns dos problemas enfrentados pelo setor, como a alta carga tributária sobre as atividades, burocracias, taxas, limitações de logística e infraestrutura.

Também participaram do encontro o diretor de Relações Institucionais, Ronaldo Vinha e o gestor do Núcleo Jurídico, Rodrigo Bressane.

ASCOM FAMATO 

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Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso

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O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.

A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.

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Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.

A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.

“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.

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Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.

O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.

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