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Agricultores de Nova Ubiratã vão entregar 40 toneladas de alimentos para a merenda escolar

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Com recursos na ordem de R$ 508 mil do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), cerca de 10 agricultores familiares do município de Nova Ubiratã (502 km ao Norte de Cuiabá), estão fornecendo hortifruti para o cardápio da merenda escolar. O extensionista da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Thiago Ribeiro dos Santos, comenta que foram fechados 20 contratos para atender a rede municipal e estadual. A previsão de entrega é em torno de 40 toneladas de produtos até o final do ano letivo.

O agricultor familiar Jonas Gonçalves da Silva, proprietário do Sítio Nova Prata, no Assentamento Rural Cedro Rosa, está entregando para as escolas da rede estadual e municipal, uma vez por semana (segunda-feira), mandioca processada e embalada, limão, vagem, melancia, banana nanica, abobrinha verde, pepino, folhosos e outros. Ele possui uma área de 37 hectares e investiu no cultivo irrigado para produzir o ano todo. “Entrego para merenda escolar há mais de nove anos. Estou satisfeito com o preço pago pelo produto e o pagamento é a cada 30 dias”, explica.
O programa permite que diversos alimentos frescos sejam servidos para os alunos diariamente nas escolas.

De acordo com o agricultor Jonas, com a assistência técnica da Empaer está conseguindo ampliar a produção no Sítio Nova Prata. Desde o ano passado, tem plantado abobrinha verde, abóbora paulistinha, pepino e banana da terra.  Plantou 70 mudas de banana da nova cultivar do tipo terra BRS Terra-Anã, que foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Empaer adaptada para atender a demanda com grande aceitação do mercado consumidor. Ele pretende comercializar a fruta no próximo ano quando estará produzindo.

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O trabalho para incentivar os agricultores a entregar para merenda começou com o desenvolvimento das cadeias produtivas. Thiago explica que além de incentivar a produção local, o programa permite que diversos alimentos frescos sejam servidos para os alunos diariamente nas escolas. “Quando vim trabalhar no município em 2019, havia apenas um fornecedor individual habilitado. O comprometimento com o trabalho no campo foi extremamente importante para o alcance deste resultado. Desde essa época, atuo no desenvolvimento das cadeias produtivas que atendem a alimentação escolar. Me sinto extremamente agradecido”, esclarece.

Muitos agricultores estão entregando produtos pela primeira vez para a merenda escolar, agregando preços melhores em seus produtos. Conforme Ribeiro, a legislação do PNAE estimula o produtor rural a produzir seus produtos pagando a melhor média de preços do mercado.  A Empaer, por meio da assistência técnica, estimulou os agricultores a produzir diversos produtos que estão sendo servidos na alimentação dos alunos, tais como, alface, tomate cereja, batata doce, pimentão, mamão, pitaya e outros. As mudas de banana da terra e pitaya foram trazidas do Campo Experimental da Empaer dos municípios de Cáceres e Tangará da Serra.
 


Produtor  Jonas recebe orientação de técnicos da Empaer.
Mais de meio milhão de reais em contratos foram firmados com os produtores rurais para atender a merenda escolar no ano de 2023.  O extensionista explica que para as escolas do Estado foram cadastrados 10 produtores, no valor de R$ 246.863,41. E no PNAE municipal, também 10 produtores, num total de R$ 261.535,30. “O benefício dessa ação é gerar renda para os produtores e circulação de recursos na economia do município”, salienta Thiago.


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Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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