MATO GROSSO
AL encerra recesso de Carnaval com retomada de discussão sobre PEC que proíbe novos parques em MT
MATO GROSSO
Passado o recesso de Carnaval, os deputados estaduais retomam as atividades legislativas esta semana dando andamento à tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que impede a criação de novas Unidades de Conservação (UC) em Mato Grosso. O texto foi aprovado em primeira votação e agora será analisado pela Comissão Especial criada para tratar do tema.
No dia 15 de janeiro, quando foi votada em Plenário, a PEC recebeu 21 votos favoráveis. Somente Lúdio Cabral e Valdir Barranco, ambos do PT, se posicionaram contra a proposta.
A PEC foi proposta pelo governador Mauro Mendes (UNIÃO) e condiciona a criação de novas unidades à existência de dotação orçamentária para indenizar os proprietários das áreas e à regularização de 80% da área das UCs já existentes. Além disso, a PEC aumenta para 10 anos o prazo para implementação das UCs já criadas. O projeto impede até mesmo a criação de unidades que não demandam regularização fundiária.
Entidades de proteção do meio ambiente apontaram inconstitucionalidade da proposta do Paiaguás. Segundo o Formad, o texto viola o artigo 225 da Constituição Federal, já que subordina a criação de novas Unidades de Conservação ao orçamento e também à regularização fundiária, criando “freio” ao dispositivo constitucional.
Intervenção na Saúde de Cuiabá
Outro tema que deverá ocupar a tribuna do Legislativo de Mato Grosso é a possível retomada da intervenção do Estado sobre a Saúde de Cuiabá. O pedido, levantado inicialmente na Assembleia, aguarda conclusão de julgamento no Tribunal de Justiça.
Recentemente, a Assembleia definiu – também por meio de uma PEC (108/2023) – que o Governo do Estado terá de submeter ao crivo da Casa eventuais novos decretos de intervenção.
A PEC determina ainda que a Assembleia designará uma Comissão Temporária Externa para acompanhar a execução e os desdobramentos de futuras intervenções e, eventuais interventores, terão de prestar contas de seus atos ao governador, à Casa de Leis do Estado e à Câmara Municipal, “como se o prefeito fosse”.
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MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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