MATO GROSSO
“Antes Paranatinga era fim da linha e agora vai ligar a várias cidades”, afirma morador após Governo asfaltar MT-130
MATO GROSSO
Via se tornou um novo corredor logístico, ligando Paranatinga a outros municípios – Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O administrador Ney Soares, morador de Paranatinga, afirmou que obra é importante porque removeu a poeira das ruas, dando um novo ar para a cidade e tornou Paranatinga parte de um eixo logístico estratégico em Mato Grosso.
“Essa obra é grandiosa, de muito valor para nós de Paranatinga. Sonho que vem se tornando realidade hoje. Paranatinga antes era fim de linha, não tinha acesso para outros lugares, chegava Paranatinga e acabava, não tinha mais para aonde ir, não tinha asfalto. A gente tem só que agradecer, porque é uma obra muito importante e vem para beneficiar a nossa população, tirando a poeira de dentro da cidade”, declarou.
Com o fim da poeira, a obra também traz benefícios à saúde da população, conforme o secretário de Saúde de Paranatinga, Eli de Oliveira.
“Dá dignidade ao condutor, tira o tráfego pesado de dentro da cidade e com a pavimentação desta via, que era esperada há anos pela nossa população, diminui a poeira que era lançada na cidade em período de estiagem e que reflete diretamente na saúde da população também, baixando o índice de doenças principalmente de origem respiratória”, explicou.![]()
Obra melhorou a qualidade de vida dos moradores – Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O asfalto era guardado há mais de 15 anos pela população e trouxe mais qualidade de vida aos moradores da região e aos motoristas.
O comerciante José Cavalheiro destacou a qualidade do trabalho realizado. “Foi feito tudo em tempo recorde para nós. Só temos a agradecer que foi rápido e pelo que a gente está vendo das obras que estão sendo feitas dentro de uma qualidade espetacular”, pontuou.
O secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo Oliveira, afirmou que o novo corredor logístico na MT-130, além de solucionar o problema da poeira, também representa desenvolvimento para a região.
“Paranatinga é uma nova fronteira agrícola de Mato Grosso e a MT-130 será importante para a região, que tem cada vez mais recebido novos empreendimentos, e a melhoria na infraestrutura contribui com o crescimento e fortalecimento na economia da região”, disse.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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