MATO GROSSO
Apresentação do relatório final da CPI dos Medicamentos é adiada para segunda-feira
MATO GROSSO
A apresentação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos foi reagendada para acontecer na próxima segunda-feira (6), às 14h. A exposição seria feita nesta sexta (3), mas os membros receberam, na tarde de quinta, novos documentos que passam por análise. A informação é do membro vereador tenente-coronel Marcus Paccola (Cidadania).
Presidente da Comissão é o vereador Lilo Pinheiro (PDT). A relatoria é de responsabilidade do vereador Marcus Brito Junior (PV).
A CPI investiga os lotes de medicamentos vencidos encontrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos (CDMIC), que à época encontrava-se sob a gestão da empresa Norge Pharma. O procedimento foi instaurado na Câmara de Cuiabá no dia 10 de maio deste ano. Requerimento pedindo a prorrogação do prazo dos trabalhos da Comissão foi aprovado em 10 de setembro.
Em agosto, a Prefeitura de Cuiabá e a Norge Pharma, de forma amigável, romperam o contrato de R$ 19 milhões, assinado em 2019, para o gerenciamento da distribuição de medicamentos do CDMIC.
FONTE/ REPOST: ALEXANDRA LOPES – HNT
MATO GROSSO
CNJ notifica desembargadora do TJMT para prestar esclarecimentos em reclamação disciplinar
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) notificou a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marilsen Andrade Addario, para prestar esclarecimentos, no prazo de 15 dias, em uma reclamação disciplinar que questiona sua atuação na condução de um recurso relacionado à recuperação judicial do Grupo Safras. A representação aponta, entre outros aspectos, suposta extrapolação da competência do juízo de primeiro grau, a nomeação de interventor judicial fora dos limites do recurso e a retenção de agravos internos sem julgamento pelo colegiado. A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.
A reclamação tem origem em decisões proferidas pela magistrada no âmbito da recuperação judicial do Grupo Safras. A empresa autora sustenta que a desembargadora teria extrapolado os limites de sua atuação no julgamento de um agravo de instrumento, invadindo competências do juízo de primeiro grau, determinando o afastamento de administradores, nomeando interventor judicial e retardando a análise de recursos internos, entre outras supostas irregularidades. As alegações também mencionam possível afronta a dispositivos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil, da Lei de Recuperação Judicial, da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) e do Código de Ética da Magistratura.
No recurso objeto da denúncia a Desembargadora foi vencida por dois votos a um para revogação da decisão de nomeação do interventor e da perícia. O salário fixado pela Desembargadora ao interventor Emanoel Alexandre de Oliveira, era de R$ 300.000,00 por mês, já a perícia foi de R$ 1.5 milhão. Pela decisão do Tribunal caberá à juíza de primeiro grau decidir se aproveita algum ato do interventor, bem como se determina a devolução dos valores pagos.
Ao analisar o pedido, o corregedor não fez juízo sobre o mérito das acusações. Apenas determinou a notificação da magistrada para que apresente sua versão dos fatos, etapa prevista no Regimento Interno do CNJ antes da eventual adoção de outras providências. Assim, a reclamação disciplinar segue em fase inicial de apuração, sem decisão sobre eventual responsabilidade da desembargadora.